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30/11/2008 - 17h12

Oposição nicaragüense propõe acordo de governabilidade

Manágua, 30 nov (EFE) - A oposição liberal da Nicarágua, sem o apoio de um de seus líderes, Eduardo Montealegre, propôs ao Executivo negociar "um acordo de governabilidade" para superar a crise que o país atravessa após as questionadas eleições municipais de 9 de novembro, informaram hoje diversas fontes.

A proposta feita no sábado ao Governo de Ortega pelo secretário nacional do opositor Partido Liberal Constitucionalista (PLC), o legislador Francisco Aguirre Sacasa, consiste em negociar um novo acordo de governabilidade para superar a crise política e, assim, enfrentar a situação financeira mundial em 2009.

A iniciativa do dirigente do PLC, que não foi respondida pelo Executivo nicaragüense, tornou-se pública a poucos dias de chegar ao Parlamento um projeto de lei para declarar nulas as eleições municipais.

"O acordo de governabilidade é uma solução para o problema das eleições municipais e, sobretudo, ao que vai ocorrer nas eleições (gerais) de 2011", disse Aguirre, também presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembléia Nacional, em declarações à imprensa.

"O que temos aqui não é nada mais e nada menos que um repúdio, até o momento, do que é um dos preceitos mais elementares de qualquer democracia", que é o voto, acrescentou.

No entanto, a proposta não conta com o apoio do ex-candidato à Prefeitura de Manágua, Eduardo Montealegre, que rejeitou hoje essa idéia.

"Definitivamente não pode haver nenhum acordo de governabilidade, se previamente não se respeita a vontade popular" das eleições municipais, disse à Agência Efe Montealegre, também deputado perante a Assembléia Nacional.

O deputado, que também preside o Movimento Vamos com Eduardo, aliado do PLC, sugeriu que "deve ser feita uma apuração de atas em cada um dos 146 municípios, para assim considerar a possibilidade de iniciar um acordo de governabilidade nacional".

E acrescentou que, caso contrário, seria "submeter-se" à governante Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e "dizer que o que foi roubado, roubado ficará", em alusão a esse pleito.

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