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04/12/2008 - 09h26

Pequim condiciona cúpula com UE a recuo de Sarkozy sobre Tibete

Pequim, 4 dez (EFE).- Pequim condicionou hoje a realização da cúpula entre China e a União Européia (UE), cancelada pelos planos de reunião entre o presidente francês e atual líder europeu, Nicolas Sarkozy, e o Dalai Lama, a que "a França leve a sério os sentimentos 'do povo chinês'".

"Para reparar as relações entre China e França e retomar a cúpula China-UE, a França tem que criar as 'condições adequadas', levar a sério nossas preocupações e melhorar as relações", disse hoje o porta-voz do Ministério chinês de Relações Exteriores Liu Jianchao, sem especificar que medidas espera do Governo francês e da UE.

"A atitude de Sarkozy pode danar as relações comerciais entre China e França. Só teremos um ambiente sólido para nossas relações comerciais sob a condição de umas boas relações bilaterais", acrescentou.

Pequim cancelou a cúpula com Bruxelas, prevista para este mês em Lyon (França), como protesto contra um anunciado encontro entre Sarkozy, cujo Governo exerce a Presidência rotativa da UE, e o líder espiritual e político tibetano no exílio, que se encontra na Europa.

A reunião entre Sarkozy e o Dalai Lama, prêmio Nobel da Paz de 1989, está prevista para sábado na Polônia.

O Dalai Lama discursará hoje em Bruxelas em uma sessão solene no plenário da Eurocâmara.

O líder tibetano anunciou que iniciará, junto a 35 eurodeputados, um jejum de 24 horas para denunciar a situação do povo tibetano, cuja cultura, língua e religião são reprimidas desde a ocupação chinesa, em 1951.

Em março, os monges tibetanos protagonizaram os protestos mais violentos contra o poder chinês nas últimas décadas. Segundo Pequim,, 20 civis chineses morreram, embora pessoas ligadas ao do Dalai Lama afirmem que foram 100 os mortos pela repressão chinesa.

Neste contexto, a agência oficial de notícias "Xinhua" publicou hoje um artigo no qual adverte ao Dalai Lama que nunca conseguirá seu objetivo de liberdade religiosa, que segundo Pequim consiste em retornar a um regime "feudal".

"O que pede o Dalai Lama é a liberdade de religião absoluta, sem o controle da lei. Quer administrar os templos segundo o regime de antes da 'reforma democrática' (como se referiu a agência estatal à invasão das tropas comunistas)", assinala a nota oficial.

A "Xinhua" também reitera que não poderá ser conseguido o desejo de "alto nível de autonomia" que o Dalai Lama pede para a região.

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