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11/12/2008 - 15h00

Obama diz que EUA não podem permitir quebra das automobilísticas

Washington, 11 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que o país não pode permitir a quebra das principais empresas automobilísticas.

Em entrevista coletiva, em Chicago, para anunciar a nomeação de Tom Daschle como seu secretário de Saúde Pública, Obama disse que o conjunto de medidas que está sendo debatido no Congresso para resgatar a General Motors, a Chrysler e a Ford é necessário, mas, ao mesmo tempo, é preciso garantir "os interesses dos contribuintes O presidente eleito explicou, em sua oitava coletiva após seu triunfo nas eleições de 4 de novembro, que se as autoridades não atuassem e as três grandes montadoras quebrassem, isso teria "um efeito dominó destróier" no resto da economia.

Obama assegurou que entende "a insatisfação e a frustração" sobre a situação atual, mas reiterou a necessidade de uma assistência pública a curto prazo a essas empresas que também leve em conta os interesses dos contribuintes.

O presidente eleito dos EUA assegurou que o plano que se debate no Congresso, no valor de US$ 14 bilhões, representa um "passo adiante".

Embora o plano se encontre agora pendente de votação no Senado, o futuro líder expressou seu otimismo de que possa ser aprovado ainda nesta semana.

O projeto de lei já foi aprovado na noite de quarta-feira na Câmara dos Representantes por 237 votos a favor e 170 contra.

A legislação aprovada pela Câmara obriga as empresas a limitar os salários e compensações de executivos, e os dividendos de acionistas, e a elaborar um plano detalhado, para 31 de março de 2009, sobre a viabilidade a longo prazo.

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