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30/12/2008 - 14h32

Sessenta jornalistas foram assassinados em 2008, segundo a RSF

Paris, 30 dez (EFE).- O número de jornalistas assassinados em 2008 no mundo foi de 60, e a região da Ásia-Pacífico, o Magrebe e o Oriente Médio foram de novo os que registraram mais mortes desses profissionais, embora "o massacre continue no México", segundo o relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgado hoje, que ainda destaca um alto número de veículos censurados no Brasil: 14.

Este ano houve uma queda de 22% no número de mortes em relação a 2007, quando 86 jornalistas foram assassinados, mas segundo a RSF não há motivo para ser otimista, pois a queda "oculta muito mal" um endurecimento dos Governos mais autoritários, assim como "uma difusão da intimidação e da censura, também no Ocidente".

O Iraque, com 15 jornalistas assassinados e quatro seqüestrados, lidera a lista, seguido pelo Paquistão, com 7 mortos; Filipinas, com 6; e México, onde 4 jornalistas morreram em conseqüência de seu trabalho e 5 foram seqüestrados, destaca o relatório.

A morte de três jornalistas na África, contra os 12 do ano passado, reflete antes de tudo "a renúncia" de muitos profissionais a exercer seu ofício e ajuda o "progressivo desaparecimento da imprensa nas regiões em conflito", acrescenta.

A organização defensora da liberdade de expressão contabilizou 673 jornalistas detidos no mundo; 929 agredidos ou ameaçados; 353 meios de comunicação censurados; e 29 jornalistas seqüestrados, além de um informante de imprensa assassinado (contra 20 de 2007).

O documento também destaca que a quantidade de jornalistas presos foi particularmente grande no continente africano, assim como na China, onde a RSF calculou em 38 o número desses profissionais presos, graças a um ano olímpico que serviu de "desculpa" para muitas detenções.

No Iraque, onde 31 jornalistas foram detidos, a organização ressalta que o Exército americano "continua administrando a segurança" e detém, em algumas ocasiões, colaboradores de meios de comunicação estrangeiros e jornalistas locais.

A Bolívia, com 20 meios de comunicação censurados; seguida pelo Brasil, com 14; pelo México, com 10; e pela Venezuela, com 7; são alguns dos países onde a censura foi muito ativa no mundo, embora a lista seja liderada pela China, com 131 meios censurados; seguida por Mianmar, com 85; e pelo Irã com 27.

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