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14/01/2009 - 16h44

Otan adota novas medidas para evitar morte de civis no Afeganistão

Bruxelas, 14 jan (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai tentar reduzir o número de civis mortos e de propriedades danificadas no Afeganistão com novas orientações para o registro de famílias e locais religiosos.

O porta-voz da Otan, James Appathurai, culpou hoje os insurgentes por 80% das mortes de civis no Afeganistão, cujo número não quis revelar "por questões de segurança", durante uma entrevista coletiva na qual apresentou a nova tática.

"Em agosto do ano passado, os insurgentes foram responsáveis por seis vezes mais baixas que a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf); em setembro, cinco vezes mais; em outubro, quatro vezes, e em novembro, 20 vezes mais", assegurou.

Um relatório da ONU afirma que mais de 1.500 civis afegãos morreram em 2008, dos quais 55% teriam sido vítimas de insurgentes e o restante das tropas afegãs e internacionais.

Segundo a Otan, os insurgentes "não deram qualquer atenção à presença de civis quando perpetram seus ataques e, inclusive, tentam colocar civis na linha de fogo".

"Mesmo assim, a Otan leva muito a sério o assunto das mortes civis", disse Appathurai.

O organismo afirmou que "o respeito ao povo afegão, sua cultura e religião deve guiar o pessoal da Isaf, dentro e fora do campo de batalha".

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