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09/02/2009 - 14h51

Paquistão exige mais evidências sobre atentados de Mumbai

Islamabad, 9 fev (EFE).- O Governo paquistanês exigiu hoje à Índia mais provas para "completar" sua investigação sobre os atentados terroristas em Mumbai no fim de novembro do ano passado, que Nova Délhi atribui a uma organização com base no Paquistão.

Segundo um comunicado oficial, o comitê governamental de Defesa manteve hoje um encontro presidido pelo primeiro-ministro, Yousef Raza Guilani, no qual se discutiram "os progressos sobre a investigação" que o Paquistão iniciou semanas atrás a partir de um dossiê com provas fornecido pela Índia.

As autoridades paquistanesas tinham prometido compartilhar com a Índia e divulgar no final de janeiro o relatório preliminar elaborado por um comitê especial da Agência Federal de Investigação (AFI, na sigla em ionglês), mas atrasaram a entrega alegando que o documento devia ser revisado por vários Ministérios.

No encontro de hoje, o comitê decidiu que o caso deveria ser levado aos tribunais paquistaneses, mas ressaltou que é necessário que se realizem mais investigações para poder levar os culpados à Justiça.

"Sem provas substanciais por parte da Índia será extremamente difícil completar a investigação e julgar o caso", segundo o comunicado, que acrescenta que o Paquistão pedirá ao país vizinho que responda a algumas das perguntas que surgiram durante sua investigação.

Durante os últimos dias surgiram na imprensa várias especulações sobre o relatório, como as que indicavam que as investigações apontam a autoria a um grupo fundamentalista com base em Bangladesh ou a uma rede terrorista internacional.

No entanto, mesmo após reconhecer há semanas que o único terrorista capturado vivo em Mumbai é paquistanês, Islamabad evita ainda reconhecer que os atentandos tenham sido planejados em seu território e executados pelo grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), como assegura Nova Délhi.

A Índia chegou inclusive a acusar diretamente os serviços secretos paquistaneses de participar dos atentados.

O massacre de Mumbai, que deixou 179 mortos, abriu uma crise diplomática entre os dois países.

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