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10/03/2009 - 17h45

Obama propõe reforma educacional ampla em discurso a latinos

Macarena Vidal.

Washington, 10 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveitou hoje seu primeiro discurso à comunidade latina para apresentar um plano de melhoria da educação, mais um setor atendido pelas que reformas que promove para recuperar a economia a longo prazo.

Na escolha do local em que o projeto foi exposto, a Câmara de Comércio Hispânica dos EUA, pesou a influência de uma comunidade com um crescente papel na política americana e a relevância da reforma educativa para um grupo populacional que, segundo as estatísticas, está bem atrás dos não latinos.

Ao chegar para fazer seu primeiro discurso aos hispânicos desde a sua posse, há sete semanas, Obama foi recebido com aplausos e gritos de "Sí, se puede!", a versão em castelhano do slogan eleitoral "Yes, we can!" ("Sim, nós podemos!").

Num momento de sua apresentação, o chefe de Estado afirmou: "O lugar dos Estados Unidos como país líder encontra-se em perigo, a menos que façamos um trabalho melhor na educação de nossos filhos".

Obama também disse que quer melhorar todo o sistema de ensino, da educação pré-escolar à universitária. Porém, pelo menos por enquanto, não pretende aprovar novas leis para o setor, já que boa parte de suas propostas são de adoção voluntária por parte dos estados.

Um dos objetivos do presidente é aumentar o número de vagas na pré-escola, para que as crianças comecem a educação formal tendo pelo menos as primeiras noções de leitura e escrita.

Nos ensinos fundamental e médio, Obama propõe um padrão de ensino mais rigoroso e um possível aumento na carga horária e no ano letivo.

Outra proposta, esta mais polêmica, prevê a concessão de incentivos aos professores que melhorarem os resultados de seus alunos. Contudo, os sindicatos já reclamaram dizendo que a iniciativa estimulará a rivalidade entre os professores, em vez do trabalho em equipe.

Obama também pretende reduzir a porcentagem de alunos que abandonam os estudos antes de concluir o ensino médio, problema que atinge 22% dos estudantes latinos, contra 7% dos brancos.

"Abandonar os estudos deixou de ser uma opção quando a taxa de evasão triplicou em 30 anos, quando os que não são formados ganham a metade (do salário) de uma pessoa com diploma universitário, quando os estudantes latinos deixam (a escola) em maior proporção do que quaisquer outros", disse o presidente.

O chefe de Estado também quer aumentar o números de estudantes em universidades até 2020. Segundo lembrou em seu discurso, em uma década os EUA caíram do 2º lugar para o 11º no ranking mundial de países com maior número de estudantes com ensino superior completo.

Obama ressaltou que, para funcionarem, as medidas que propõe terão que ser acompanhadas da responsabilidade tanto dos pais quanto dos alunos. Além disso, admitiu que elas não serão populares entre todos.

Muitos membros do Partido Democrata, destacou o presidente, "resistem à ideia de compensar a excelência entre os professores com um salário maior, embora saibamos que isso pode fazer a diferença em aula".

Os republicanos, por sua vez, "se opõem a novos investimentos na pré-escola, apesar das provas determinantes do quanto são importantes", acrescentou.

"Apesar de contarmos com recursos únicos em comparação com o resto do mundo, deixamos nossas escolas desmoronarem, a qualidade do ensino cair e que outros países nos superassem", afirmou Obama.

Segundo o chefe de Estado, "o relativo declínio da educação americana é insustentável para a economia e a democracia, e inaceitável para os filhos" do país.

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