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11/03/2009 - 22h19

Autor do massacre de Alabama guardava "lista negra"

Washington, 11 mar (EFE).- O homem que, na noite de terça-feira, matou dez pessoas, entre elas a mãe e a avó, e depois se suicidou em Samson, Alabama, guardava uma lista com nomes de indivíduos que o haviam "prejudicado", informaram hoje autoridades americanas.

Os investigadores encontraram a lista na casa do agressor, Michael McLendon, de 28 anos, informou à imprensa local Gary McAliley, advogado do distrito do condado de Coffee.

A relação mencionava a empresa de alimentação da qual ele foi demitido dias antes do tiroteio, a Kelley Foods, além da fábrica de metais na qual se suicidou, e a fábrica Pilgrim's Pride, da qual sua mãe foi recentemente mandada embora.

As autoridades ainda não chegaram a uma conclusão sobre o que teria motivado o massacre.

O prefeito da cidade de Samson, Clay King, que conhecia tanto McLendon quanto todas as suas vítimas, disse que "ninguém tem ideia de qual foi o motivo", e, em declarações à emissora de notícias "CNN", ressaltou que "toda a comunidade está abalada".

Aparentemente, no meio da tarde de ontem, McLendon atirou em sua mãe, Lisa, na casa que os dois dividiam na localidade de Kinston, nas proximidades da divisa do Alabama com a Flórida e, posteriormente, incendiou o imóvel.

Depois, McLendon se transferiu à localidade de Samson, ao sudeste, onde matou a tiros seu avô, sua avó, um tio e uma tia que estavam sentados na varanda de uma casa, assinalou o legista local, Max Motley.

Motley disse que também foram mortos a esposa e o filho de um comissário da Polícia que estavam em uma casa do outro lado da mesma rua.

As autoridades informaram que outra criança foi levada a um hospital na Flórida, onde se encontra em estado crítico.

Motley disse que McLendon matou ainda um homem que estava em uma casa pré-fabricada na residência de seus familiares.

As autoridades também sabem que McLendon se dirigiu depois ao sul pela rodovia estadual 52 e que disparou pelo menos sete tiros no automóvel de um policial local, que ficou levemente ferido pelos vidros estilhaçados.

Um homem e uma mulher foram mortos a tiros em um posto de gasolina e em uma loja junto à estrada. As autoridades acreditam que estas vítimas foram atacadas ao acaso.

McLendon foi depois a uma metalúrgica em Geneva onde tinha trabalhado, sendo finalmente cercado pela Polícia.

O porta-voz policial Steve Jarrett disse que McLendon disparou aproximadamente 30 tiros durante o cerco, ferindo o chefe policial Frankie Lindsey.

"Em seguida, ele entrou na metalúrgica. Poucos minutos depois, os disparos foram ouvidos, e os policiais o encontraram morto", acrescentou.

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