UOL Notícias Notícias
 

27/03/2009 - 22h08

Obama e banqueiros coincidem em cooperar contra a crise

Washington, 27 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se hoje com os grandes banqueiros do país, atingidos pela crise, e todos eles coincidiram no objetivo comum de colaborar na recuperação e restauração da estabilidade financeira.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que o encontro, do qual participaram os executivos com os postos máximos de 15 bancos, deu lugar a uma conversa "boa, saudável e produtiva".

A reunião acontece em meio a um profundo processo de reconversão do setor financeiro, que levou muitos bancos a se fundirem e a aceitar a intervenção do Governo, que acabou entrando no capital de alguns deles.

Entre as empresas resgatadas, foram à reunião os máximos executivos do Citigroup, Vikram Pandit; do JP Morgan Chase, Jamie Dimon; do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein; do Morgan Stanley, John Mack, e do Bank of America, Ken Lewis.

"Todos nós temos um objetivo comum de conseguir um impulso para a recuperação", disse na saída da Casa Branca o executivo-chefe do Citigroup.

"Trata-se de conseguir que a economia volte a andar", acrescentou o executivo-chefe do Morgan Stanley.

A mesma unidade de ação foi buscada por Obama na reunião, segundo seu porta-voz, que afirmou que "o presidente enfatizou que Wall Street necessita do cidadão médio, e o cidadão médio precisa de Wall Street. Todo o mundo tem que contribuir".

Gibbs informou que na reunião se falou do plano de resgate bancário que o Governo pretende iniciar, assim como da proposta do Tesouro de endurecer a regulação financeira e das retribuições dos altos executivos Obama foi um dos que mostrou publicamente mais contrário a essas compensações e, portanto, "não vai dizer na reunião algo diferente do que disse fora dela", sustentou o porta-voz.

O objeto desse plano de resgate bancário é sanear os balanços e restaurar sua liquidez e, consequentemente, o crédito.

Outro assunto foi a proposta de nova regulação financeira apresentada ontem ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e que significa um endurecimento na maneira em que operam nos mercados as grandes instituições financeiras.

Concretamente, o Tesouro quer regular as operações dos fundos de alto risco, que cresceram na época da bonança imobiliária.

Estas entidades terão que se registrar na Comissão de Valores (SEC, na sigla em inglês) americana e ficarão sob o controle de um novo agente regulador, "responsável pela estabilidade do sistema", segundo Geithner.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,95
    3,157
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h28

    -1,26
    74.443,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host