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21/04/2009 - 06h27

Israel para por 2 minutos em memória às vítimas do Holocausto

Jerusalém, 21 abr (EFE).- Israel parou hoje por dois minutos, nos quais soaram sirenes, para lembrar os quase seis milhões de vítimas do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.

Às 10h (horário local) todas as atividades do país foram suspensas, os pedestres ficaram parados e os motoristas desceram de seus veículos ao escutar as sirenes, que só são ativadas em situações de alarme máximo, como a explosão de uma guerra.

Os judeus lembram hoje os milhões que perderam a vida nos guetos e campos de concentração do regime nazista entre 1939 e 1945, numa política destinada a pôr fim ao judaísmo europeu por meio de um macabro plano conhecido como a "Solução Final".

Em sua lembrança, as televisões locais exibirão reportagens e filmes sobre o genocídio e diversos atos e serviços religiosos acontecerão durante o dia.

Israel fixou o Dia da Shoah (Dia do Holocausto) uma semana antes da data de sua independência, mas nos países ocidentais a homenagem às vítimas do genocídio nazista acontece em 27 de janeiro, dia da libertação do campo de Auschwitz, na Polônia, pelas tropas soviéticas.

Um dos eventos centrais do dia é a leitura, no Museu Yad Vashem de Jerusalém, dos nomes de vítimas em cerimônia com a participação do novo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A jornada de luto terminará esta noite ao aparecer as primeiras estrelas sobre Jerusalém.

Até o final do dia, as forças de segurança se encontram em estado de alerta máximo, e os palestinos de Faixa de Gaza e Cisjordânia estão proibidos de entrar em Israel, como acontece em todas as festividades judaicas.

Também hoje, mas fora de Israel, milhares de judeus participarão da "Marcha dos Vivos", percorrendo em silêncio os três quilômetros que separam o campo de concentração de Auschwitz e o centro de extermínio de Birkenau, onde morreram um milhão de pessoas.

Vivem atualmente em Israel cerca de 250 mil sobreviventes do Holocausto, enquanto uma quantidade similar vive em outros países do mundo.

Em artigo publicado por ocasião do Dia da Shoah, o demógrafo israelense Sergio Della Pergola defende que a população judaica mundial alcançaria hoje os 32 milhões, em vez dos 13 milhões atuais, caso não tivesse acontecido o Holocausto.

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