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17/05/2009 - 14h23

Partido do Congresso atrai legendas menores após vitória na Índia

Agus Morales.

Nova Délhi, 17 mai (EFE).- A cúpula do Partido do Congresso da dinastia Nehru-Gandhi se reuniu hoje para discutir sua estratégia, após a confirmação da vitória eleitoral, em meio às reivindicações de várias legendas menores que querem se juntar ao novo Governo.

Os resultados finais concedem 206 deputados ao Partido do Congresso, que, junto com seus aliados da Aliança Progressista Unida soma 262, muito perto dos 272 deputados da maioria absoluta.

O principal partido opositor, o hinduísta Bharatiya Janata Party (BJP) fica, assim, com 116 deputados - 22 a menos que em 2004 - e, com seus aliados, soma apenas 159.

A Comissão Eleitoral publicou hoje os resultados finais, na falta apenas de duas circunscrições nas quais a apuração tinha atrasado por motivos técnicos, mas uma fonte do organismo citada pela agência "Ians" confirmou que estas cadeiras já foram alocadas.

Sonia Gandhi presidiu hoje a reunião do principal órgão de decisão do Partido do Congresso, que se concentrou na distribuição de pastas entre as forças que tinham concorrido ao pleito sob a Aliança Progressista Unida, segundo Janardhan Dwivedi, porta-voz da legenda, citado pela agência "PTI".

Tanto o Partido Socialista (23 cadeiras) quanto o Rashtriya Janata Dal (4 cadeiras) e outros muitos partidos à margem da Aliança já ofereceram hoje seu apoio ao Congresso para tentar entrar no novo Governo.

O até agora ministro de Ferrovias e chefe do Rashtriya Janata Dal, Lalu Prasad, disse que "sempre" apoiará a Aliança, apesar de ter se retirado formalmente do grupo antes do pleito para conseguir mais votos no estado de Bihar, missão na qual, finalmente, fracassou.

Inclusive o secretário dele, Bhola Yadav, admitiu à agência "Ians" que Lalu se "arrepende" de não ter ido pelo Partido do Congresso no pleito.

Semelhante foi a reação do Partido Socialista, cujo secretário-geral, Amar Singh, ofereceu aos vencedores o "apoio construtivo" de seu partido, segundo a "Ians".

Líderes do Partido do Congresso insistiram hoje em que, por enquanto, a legenda não se decidiu sobre as várias ofertas que recebeu.

No entanto, o debate que concentrou os programas de televisão de hoje e os comentários da imprensa é o papel que será desempenhado agora pelo considerado "herdeiro" da dinastia Gandhi e secretário-geral do partido, Rahul Gandhi, que tem quase 39 anos.

O primeiro-ministro, Manmohan Singh, que deveria deixar amanhã o cargo para abrir a formação do novo Governo, abriu as portas ontem para que o filho de Sonia Gandhi se incorpore ao Gabinete.

Uma fonte do aparelho burocrático consultada pela "Ians" ressaltou que, se Rahul estiver se preparando para ser primeiro-ministro no futuro, as pastas de Desenvolvimento Rural ou de Administrações Locais seriam "as melhores para conhecer como funciona o Governo".

Hoje mesmo, as primeiras páginas dos jornais debatiam sobre a quem corresponde o sucesso eleitoral: se a Rahul e à saga Gandhi ou à solvência de Singh.

Os analistas elogiaram o caráter de Singh, arquiteto das reformas liberalizadoras da Índia quando era ministro das Finanças, mas as televisões destinaram muito espaço também ao trabalho de Rahul Gandhi entre os jovens e atribuíram a ele a ressurreição do partido em Uttar, o estado mais povoado da Índia.

O debate sobre a liderança também ocorreu nas fileiras do opositor BJP.

O candidato a primeiro-ministro desta legenda, L. K. Advani, ofereceu ontem ao partido renunciar como líder da oposição, algo que ainda está no ar.

Advani "é como um pai para todos nós, continuará nos guiando a partir dessa posição", disse hoje um porta-voz do BJP, Prakash Javadekar, segundo a "Ians".

No entanto, outros colocaram sua liderança em xeque e ontem mesmo outro importante dirigente do BJP, Balbir Punj, disse que o partido "sentiu saudades" do ex-primeiro-ministro Atal Bihari Vajpayee, que liderou os hinduístas ao poder em 1998 e que está afastado da política por problemas de saúde.

As especulações giram agora em torno da figura do chefe de Governo do estado de Gujarat, o polêmico Narendra Modi, elogiado no BJP e conhecido por sua ideologia radical hinduísta.

O novo Governo deve ser formado até 2 de junho, de acordo com a Constituição.

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