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19/05/2009 - 11h23

Presidente da Camâra dos Comuns britânica renuncia

Londres, 19 mai (EFE).- O presidente da Câmara dos Comuns (Câmara Baixa britânica), Michael Martin, apresentou hoje sua renúncia, após as pressões recebidas devido ao escândalo do abuso de dinheiro público por parte dos deputados, que desprestigiou a classe política do país.

Em um comparecimento na Câmara Baixa, Martin disse que a renúncia será efetiva a partir de 21 de junho. Assim, ele se transforma no primeiro "speaker" - como é conhecido o presidente dos Comuns - a abandonar o cargo em mais de 300 anos.

"A fim de manter a unidade (da Câmara), decidi renunciar ao cargo de 'speaker' no domingo, dia 21 de junho", disse Martin, que não aceitou perguntas.

Em mensagem que durou menos de um minuto, Martin afirmou que o novo "speaker" será eleito em 22 de junho.

Martin anunciou que deixa o cargo um dia após se desculpar na Câmara por sua questionada gestão do escândalo dos deputados, mas vários parlamentares o desafiaram abertamente para que renunciasse.

Além disso, 23 deputados tinham assinado uma moção de censura contra ele, o que é uma humilhação para um "speaker", que é uma figura sempre de consenso entre os partidos.

Os críticos de Martin, deputado trabalhista escocês, o acusam de ter contribuído com suas ações para o desprestígio do Parlamento, enquanto seus defensores argumentam que ele se transformou em um bode expiatório, quando são muitos os culpados.

O primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Gordon Brown, que tinha apoiado o "speaker" em semanas anteriores, tinha se limitado nos últimos dias a declarar que seu futuro era assunto do Parlamento, e não do Governo.

O líder da oposição conservadora, David Cameron, tinha evitado pedir expressamente a renúncia de Martin, mas reivindicou na segunda-feira a realização de novas eleições para limpar o Parlamento.

O único dirigente de um partido parlamentar a reivindicar em público a renúncia de Martin foi o liberal-democrata Nick Clegg.

O escândalo dos abusos veio à tona em 8 de maio pelo jornal conservador "The Daily Telegraph", que desde então publica diariamente revelações sobre despesas e pedidos de dinheiro indevidos de deputados de todos os partidos.

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