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10/06/2009 - 16h49

EUA apoiam integridade territorial e reformas democráticas na Geórgia

Tbilisi, 10 jun (EFE).- O secretário de Estado adjunto para Assuntos Europeus e Euroasiáticos dos Estados Unidos, Philip Gordon, assegurou hoje que Washington apoia a integridade territorial da Geórgia e as reformas democráticas deste país.

"A prontidão da minha visita à Geórgia demonstra nosso interesse neste país", declarou Gordon em entrevista coletiva.

O secretário antecipou que começarão em breve as reuniões para a implantação da Carta de Cooperação Estratégica assinada em janeiro pela ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice.

"Nossa relação se aprofundará de acordo com o conteúdo da carta", apontou Gordon, em referência ao acordo que pretende fortalecer a cooperação em matéria de defesa, comércio, reforma econômica, democracia e segurança energética.

Esse acordo é similar ao que os EUA assinaram em 1998 com as três repúblicas bálticas - Estônia, Letônia e Lituânia - quando estas buscavam entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), algo que conseguiram finalmente em 2004, ano no qual também entraram na União Europeia (UE).

O diplomata americano defendeu hoje a presença de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na região separatista georgiana da Ossétia do Sul e o prolongamento do mandato da missão da ONU na também separatista Abkházia.

Gordon, que se reuniu em Tbilisi com o ministro de Assuntos Exteriores georgiano, Grigol Bakradze, assegurou que os EUA "avaliam a moderação demonstrada pelas autoridades georgianas" frente aos protestos da oposição.

"Quanto mais se defenda a liberdade de expressão e quanto mais democrática seja a Geórgia, mais confiável será o país como parceiro dos EUA", comentou.

O antecessor de Gordon, Matthew Bryza, assegurou antes de abandonar o cargo que a política americana em relação à Geórgia não mudaria com a chegada à Casa Branca do atual presidente americano, Barack Obama.

O atual presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, foi o principal aliado de Washington na região do Cáucaso desde sua ascensão ao poder em 2003.

Saakashvili enfrenta grandes pressões internas e externas desde a derrota na guerra com a Rússia pelo controle da Ossétia do Sul em agosto de 2008.

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