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24/07/2009 - 11h27

Lugo diz que "Honduras é ferida que sangra" na América Latina

Assunção, 24 jul (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou hoje que "Honduras é uma ferida que sangra na democracia regional", ao defender o presidente deposto Manuel Zelaya, diante da cúpula de líderes de Estado do Mercosul.

"Este semestre foi um período difícil na economia para nossos povos e nesta dura etapa fomos surpreendidos por um ato que imaginávamos que estivesse enterrado, o golpe de Estado que derrubou o Governo constitucional de Manuel Zelaya, no dia 28 de junho", disse Lugo na abertura da cúpula do bloco.

Em seu discurso diante dos chefes de Estado do Brasil, Argentina e Uruguai, os demais membros plenos do bloco, e dos Estados associados da Bolívia e Chile, pediu que "nunca em território da América surja uma ditadura que provoque o silêncio da voz".

Em seu relatório de gestão da Presidência semestral do bloco, ocupada atualmente pelo Paraguai, o governante lembrou o pronunciamento coletivo feito pelo Mercosul, no mesmo dia em que Zelaya foi tirado do poder, e advertiu que esse fato "demonstrou quão frágil é a democracia na América Latina".

Além disso, mencionou a viagem que realizou a Washington para participar da assembleia extraordinária convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para analisar a crise em Honduras junto aos governantes da Argentina e do Equador.

"Esse golpe não servirá de precedente e não ficará impune na comunidade regional", afirmou Lugo, que também destacou a descoberta, ontem, em um quartel policial dos arredores de Assunção, de ossadas que poderiam pertencer a vítimas da ditadura que governou seu país por 35 anos, de 1954 a 1989.

"Ontem, enquanto conversávamos com (Michelle) Bachelet, foram encontradas evidências do que poderia ser um dos cemitérios clandestinos durante a ditadura de Alfredo Stroessner", disse o líder de Estado.

Lugo destacou alguns avanços no mecanismo sul-americano de integração, mas se lamentou pela falta de avanços em várias questões que fazem parte dos objetivos do bloco, como a eliminação da cobrança dupla da Tarifa Externa Comum e a distribuição da renda aduaneira.

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