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10/08/2009 - 14h34

Lula defende tratar assunto das bases colombianas em alto nível

Quito, 10 ago (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, durante a reunião ordinária dos líderes da União de Nações Sul-americanas (Unasul), em Quito, que o assunto do acordo em negociação para o uso de bases colombianas pelos Estados Unidos precisa ser tratado ao mais alto nível.

Lula disse que a reunião de chanceleres e do Conselho de Defesa Sul-americano, prevista para 24 de agosto também na capital equatoriana e que tratará do tema, é "muito importante" e deve contar com a participação dos representantes da Colômbia, mas ressaltou a importância de tratar o tema em alto nível.

Além disso, indicou a necessidade de tratar a possibilidade de que a Unasul convide o Governo dos Estados Unidos "para uma discussão profunda sobre sua relação com a América do Sul".

Em relação ao tema, o presidente do Equador, Rafael Correa, propôs hoje realizar uma cúpula extraordinária da Unasul em Buenos Aires para discutir a presença de militares estrangeiros na região e, especialmente, o acordo em negociação entre Colômbia e Estados Unidos.

Correa, que hoje inaugurou a cúpula da Unasul em Quito, disse que o assunto será tratado na reunião de ministros de 24 de agosto, mas disse que, "se as coisas se tornarem muito graves", será convocada "uma reunião extraordinária de presidentes".

Na reunião, na qual o Equador assumiu a Presidência do grupo, não foi possível um consenso para que a declaração final mencione o acordo entre Colômbia e EUA para o uso das bases na Colômbia, que gerou alarme em países como Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba e Nicarágua.

Hoje mesmo, na inauguração da cúpula em Quito, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu que a presença militar americana em bases colombianas "pode gerar uma guerra na América do Sul", e afirmou que seu país está se preparando.

"Estamos na mira", alertou Chávez, que reclamou que este assunto não venha a ser incluído no documento final.

O presidente equatoriano colocou a possibilidade de que a capital da Argentina seja a sede dessa reunião extraordinária, o que foi aceito pela presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

A presidente argentina considerou que está sendo criado um "estado de beligerância inédito e inaceitável", e considerou necessário que o líder colombiano, Álvaro Uribe, que não participa da reunião em Quito, assista a essa reunião extraordinária, caso a mesma seja convocada.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, mostrou sua preocupação com a presença de militares estrangeiros na região e disse que é "obrigação" da Unasul "salvar o povo colombiano dos militares americanos".

O chefe de Estado do Paraguai, Fernando Lugo, apoiou a necessidade da reunião presidencial na qual pediu que não se coloque nenhum governante no banco dos réus, em alusão a Uribe.

A vice-chanceler colombiana, Clemencia Forero, que representa seu país na cúpula da Unasul, disse que a negociação entre Colômbia e Estados Unidos só estabelece um acesso limitado de militares americanos.

"Não houve nem haverá bases militares estrangeiras na Colômbia, nem as pedimos nem os EUA pensam em instalá-las. As bases continuam sendo colombianas, inteiramente sob jurisdição e soberania colombiana", afirmou.

A vice-chanceler colombiana se mostrou de acordo com a reunião de chanceleres e do Conselho de Defesa em 24 de agosto, em Quito, onde será analisada a situação.

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