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20/08/2009 - 12h50

Estudo indica que eleições de 2010 em Mianmar são chance de mudança

Bruxelas, 20 ago (EFE).- As eleições legislativas que Mianmar realizará em 2010 são uma "oportunidade de mudança", apesar de a Junta Militar ter submetido novamente à prisão domiciliar a líder opositora Aung San Suu Kyi, o que a impedirá de participar do pleito, segundo o centro de estudos International Crisis Group (ICG).

O ICG, que analisa conflitos abertos ou as áreas em risco de crise, divulgou hoje um estudo no qual considera que a convocação das eleições será "significativa", porque servirão para configurar uma nova estrutura política do país.

Deste modo, após as eleições, será estabelecido um novo sistema presidencial e bicameral que, segundo o comunicado, pode facilitar o caminho para uma nova geração "mais jovem", segundo o relatório.

No entanto, o responsável do ICG para o Sudeste Asiático, Jim Della-Giacoma, alertou que "os militares vão querer usar as eleições para garantir seu poder".

Por isso, pediu tanto às autoridades nacionais quanto à comunidade internacional que exerçam pressões no futuro Governo para que contribua à reforma política e à reconciliação nacional.

"Enquanto Mianmar se prepara para a transição, todas as partes devem estar em alerta perante as novas oportunidades e, também, perante os riscos que podem aparecer", afirmou, na mesma linha, o diretor do programa do ICG para a Ásia, Robert Templer.

O último processo eleitoral democrático em Mianmar ocorreu em 1990, quando o partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia, venceu nas urnas o partido oficial, mas o resultado nunca foi acatado pelo regime dos militares.

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