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24/08/2009 - 15h02

Oposição e ambientalistas criticam interesses ligados a incêndios na Grécia

Atenas, 24 ago (EFE).- A oposição grega e grupos ambientalistas criticaram hoje a especulação imobiliária e a falta de uma legislação clara para a proteção das zonas afetadas ao dizer que esses elementos estariam por trás dos fortes incêndios florestais que periodicamente destroem quilômetros de terras na Grécia.

Nos últimos dias, o fogo devastou 17 mil hectares de floresta e já ameaça alcançar Atenas.

Os partidos políticos da oposição e os grupos ambientalistas também acusaram o Governo conservador grego de não se planejar para lutar contra os incêndios.

"Os interesses imobiliários organizam os incêndios e as políticas das últimas décadas levam ao desastre das florestas e ao aproveitamento ilegal dos terrenos queimados", denunciou o eurodeputado grego Mihalis Tremopulos à rádio "Alpha".

Essa denúncia também foi feita pelas autoridades locais das regiões mais afetadas pelos incêndios dos últimos dias, nos arredores de Atenas, as quais asseguraram que os incêndios são ações propositais que servem aos interesses imobiliários.

Segundo estatísticas publicadas hoje pelo jornal "Kazimerini", 49% dos incêndios registrados na Grécia são intencionais e outros 28% se devem a imprudências.

Por isso, Tremopulos reivindicou a aplicação de uma política específica para proteger o meio ambiente.

A legislação atual prevê um período de moratória durante o qual fica proibido construir em zonas afetadas por incêndios, mas as brechas em sua aplicação costumam permitir a construção de assentamentos ilegais, que depois são regularizados, em zonas antes ocupadas por florestas.

Sobre a falta de planejamento e de um sistema eficaz de resposta contra os incêndios, Nikos Papakonstantinos, porta-voz do partido opositor Movimento Socialista Pan-helênico (Pasok), disse "que a tragédia de 2007 não ensinou nada ao atual Governo".

Em agosto daquele ano, a Grécia sofreu dez dias de catastróficos incêndios que deixaram 65 mortos, seis mil desabrigados e 180 mil hectares de florestas devastados.

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