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18/09/2009 - 12h16

Mitchell volta aos EUA sem acordo para retomar diálogo no O.Médio

Jerusalém, 18 set (EFE).- O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, retorna a seu país sem ter conseguido que israelenses e palestinos aceitassem retomar o diálogo de paz, estagnado desde o final de 2008, informa a imprensa de Israel.

Mitchell deixa Jerusalém após ter se reunido hoje duas vezes com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e uma com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na cidade cisjordaniana de Ramala.

Hoje, Mitchell manteve a última reunião com Netanyahu, que não cedeu à pressão de Washington para que Israel congele a ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

O porta-voz de Netanyahu, Mark Regev, não quis fazer comentários à Agência Efe sobre o resultado da reunião com Mitchell, a quarta realizada entre os dois em quatro dias.

Após cinco dias de intensa atividade diplomática no Oriente Médio, Mitchell fracassou em sua tentativa de devolver à mesa de negociações israelenses e palestinos, com um simbólico encontro em Nova York na próxima semana, durante a reunião da Assembleia Geral da ONU.

O principal empecilho foi a recusa de Israel em parar a ampliação dos assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia.

Essa é a condição dos palestinos para retomar o diálogo, em linha com as obrigações do Estado judeu contidas no Mapa do Caminho, o plano de paz lançado em 2003 pelo Quarteto de Madri (EUA, União Europeia, ONU e Rússia).

Mitchell tentou, sem sucesso, convencer Netanyahu a ceder nesse ponto e o presidente da ANP para que reduzisse suas exigências.

Ontem à noite, em entrevista à televisão israelense, Netanyahu deixou claro que, se "congelar" a atividade nos assentamentos "significa zero construção", então "certamente" não haverá acordo.

"Há 2,4 mil casas atualmente em construção e outras 500 aprovadas. Querem chamar isso de 'congelamento'? Eu não chamo assim. Chamo de arrefecimento na construção e estou disposto a fazer isso para ajudar o processo (diplomático) e, em paralelo, preservar a vida normal dos residentes" dos assentamentos", disse.

Hoje, havia especulações sobre a possibilidade de Mitchell retornar à tarde a Ramala para um novo encontro com Abbas, mas o negociador americano finalmente voltou a seu país, em um gesto que não gera muito otimismo.

Após a reunião entre Mitchell e Abbas, o chefe de negociação palestino, Saeb Erekat, advertiu da distância entre as posições.

"Gostaríamos de atender ao presidente (americano, Barack) Obama, mas Israel não se compromete a uma paralisação total da atividade nos assentamentos. Não é aceitável nem para nós, nem para os americanos", disse Erekat.

A agência oficial palestina "Wafa" informou que Mitchell reconheceu a Abbas que não tinha conseguido que Netanyahu retirasse sua recusa em parar a ampliação dos assentamentos judaicos.

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