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20/09/2009 - 08h42

Papa manifesta apoio a militares em missões de paz

Cidade do Vaticano, 20 set (EFE).- O papa Bento XVI expressou hoje seu apoio aos contingentes militares em missões de paz que sofreram baixas recentemente e à promoção da solidariedade entre nações como forma de combater a morte e violência.

Na habitual oração do Ângelus, rezada no Palácio Apostólico de Castelgandolfo, perto da capital da Itália, o pontífice lembrou especialmente os seis militares italianos que morreram quinta-feira num atentado terrorista em Cabul, capital do Afeganistão.

"Em virtude das inúmeras situações de conflito existentes no mundo, chegam a nós, quase diariamente, trágicas notícias de vítimas, seja entre os militares ou entre os civis. São fatos com os quais nunca podemos nos habituar e que provocam profunda reprovação, além de desconcerto, nas sociedades que têm em seu coração o bem da paz e da convivência cívica", disse Bento XVI.

"Nestes dias, a notícia do gravíssimo atentado no Afeganistão contra alguns militares italianos provocou em mim uma profunda dor. Em orações, uno-me ao sofrimento dos parentes e das comunidades civis e militares", acrescentou.

Em pensamento, o papa também quis neste domingo se unir "aos outros contingentes internacionais que recentemente também" perderam homens e "que operam para promover a paz e o desenvolvimento das instituições, tão necessárias à coexistência humana".

"Desejo aqui também renovar meu apoio à promoção da solidariedade entre nações como forma de lutar contra a lógica da violência e da morte, favorecer a justiça, a reconciliação, a paz e apoiar o desenvolvimento dos povos, partindo do amor à compreensão mútua", declarou o pontífice.

"Em nossos dias, talvez por certas dinâmicas próprias das sociedades de massas, constata-se frequentemente uma falta de respeito pela verdade e pela palavra dada, junto a uma difusa tendência à agressividade, ao ódio e à vingança", acrescentou.

Bento XVI lembrou ainda que no próximo sábado fará uma viagem oficial de três dias à República Tcheca, onde, disse, seguirá os passos de seu antecessor, João Paulo II, que visitou o país três vezes.

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