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23/09/2009 - 14h44

EUA: republicanos lançam programa político, em busca da maioria no Congresso

Teresa Bouza.

Washington, 23 set (EFE).- O Partido Republicano dos Estados Unidos apresentou hoje seu programa político, com o qual pretende recuperar o controle do Congresso nas eleições parlamentares de novembro e que lembra aquele que fez a direita ascender ao poder no pleito de 1994.

Os EUA vão renovar em 2 de novembro um terço do Senado, a Câmara de Representantes e governadores de 37 dos 50 estados, em eleições que podem dar novamente a maioria parlamentar aos conservadores.

As últimas pesquisas indicam empate entre democratas e republicanos e revelam um forte descontentamento da população com a gestão do Congresso.

Uma preocupação para os democratas é o destino da maioria das doações corporativas nos últimos meses, que foram parar nos cofres de candidatos republicanos ao Congresso, revertendo a tendência pró-democrata dos últimos três anos.

Líderes republicanos da Câmara de Representantes tentaram hoje aproveitar o aparente vento a favor ao divulgar sua plataforma eleitoral, intitulada "Promessa pelos Estados Unidos", um documento de 48 páginas elaborado após meses de pesquisas populares.

O documento, que foi apresentado durante entrevista coletiva no estado da Virgínia, elogia a filosofia do Partido Republicano moderno: redução de impostos, controle das despesas e pouca ingerência do Governo na economia.

Apesar de suas muitas promessas, o texto não deixa claro como torná-las realidade e "pôr o Governo no caminho do equilíbrio orçamentário", dado o déficit de US$ 1,3 trilhão estimado para este ano fiscal.

John Boehner, líder da minoria republicana na Câmara de Representantes, reconheceu hoje que os republicanos cometeram "erros" ao permitir que as despesas subissem durante sua liderança em parte da última década no Congresso.

No entanto, ele ressaltou que os conservadores levam sua nova promessa de disciplina fiscal "muito a sério", mensagem que foi apoiada pelos membros de seu partido presentes na entrevista.

"É preciso reduzir uma despesa fora de controle", afirmou o legislador do Texas Jeb Hensarling, que criticou os planos de estímulo aprovados no Governo de Barack Obama ao afirmar que eles "só estimularam a dívida nacional".

Algumas das propostas específicas do documento são congelar as despesas da maioria dos programas de política doméstica, com a exceção dos programas para idosos e outros que afetam veteranos de guerra e militares.

Além disso, os republicanos tentarão congelar a despesa de todas as agências federais, com exceção das encarregadas de segurança, como o Pentágono.

Além dessas propostas, os republicanos prometem revogar a lei da reforma da saúde aprovada este ano e melhorar a transparência do Congresso.

Falta saber se o plano apresentado hoje terá efeitos comparáveis aos do patrocinado pelo conservador Newt Gingrich, que permitiu à direita obter a maioria na Câmara de Representantes após 40 anos em minoria.

O documento na ocasião, divulgado seis semanas antes das legislativas de 1994, obteve o apoio de todos menos de dois dos republicanos da Câmara.

Boehner antecipou que encorajará os membros de seu partido a escolher as ideias a que seus distritos eleitorais melhor se adaptem.

A Casa Branca e os democratas criticaram o documento, afirmando que ele retoma ideias que prejudicaram a classe média do país.

"Em vez de seguir um novo rumo, os republicanos do Congresso insistem nas mesmas feridas que prejudicaram a classe média", disse Dan Pfeiffer, diretor de comunicação da Casa Branca em comunicado no blog da residência presidencial.

Além das já esperadas críticas dos democratas, surgiram outras menos previsíveis: as de influentes blogueiros conservadores como Erick Erickson, que tachou a proposta de "ridícula".

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