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24/09/2009 - 10h10

Vacina antiaids é novo passo contra doença que afeta 33 milhões

Redação Central, 24 set (EFE).- A vacina contra a aids apresentada hoje por cientistas dos Estados Unidos e da Tailândia representa mais um passo no combate a doença, que afeta 33 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados de 2007 publicados pelo programa da ONU contra a aids (Unaids).

Mesmo com efetividade de apenas 31,2%, a vacina é um primeiro avanço após 20 anos de pesquisas infrutíferas para conseguir uma imunização contra a doença.

Por isso, tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto a Unaids reagiram hoje com um cauteloso otimismo diante da descoberta.

A mais recente tentativa anterior de fabricar uma vacina foi interrompida no final de 2007 pelo laboratório americano Merck, após obter resultados decepcionantes com o teste em 3 mil voluntários.

Até agora, não foi encontrado um remédio que cure definitivamente a aids, nem uma vacina que evite a contaminação, mas se comprovou a utilidade da prevenção e de tratamentos antirretrovirais que melhoram a saúde dos pacientes.

No entanto, o custo por pessoa do tratamento usado nos países ocidentais para tratar os doentes é de mais de US$ 10 mil anuais, um custo inacessível para 95% dos pacientes nos países subdesenvolvidos.

O HIV, vírus causador da aids, sobrevive com dificuldade fora do corpo humano e só é transmitido quando sangue contaminado, sêmen e outras secreções sexuais de uma pessoa infectada entram em contato com o sangue ou mucosas de outra pessoa saudável.

Por isso, a importância de medidas de prevenção, como evitar as relações sexuais não protegidas e uso compartilhado de agulhas.

O primeiro caso da doença foi detectado em 1978 em um jovem homossexual residente em San Francisco (EUA), mas, naquela ocasião, o diagnóstico foi de Sarcoma de Kaposi, ou câncer de pele.

A chamada epidemia do século XX consiste na deterioração do sistema imunológico, que leva à perda progressiva da função de certas células do sistema imunológico denominadas linfócitos CD4, o que torna o organismo vulnerável a diversas bactérias externas que, em condições normais, são inócuas.

Desde os primeiros casos até agora, a progressão da doença teve três focos principais: África, Estados Unidos e Europa Ocidental, se estendendo nos últimos anos à Ásia, especialmente Índia e China.

Cerca de 33 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o HIV, e 21 milhões morreram por causa da doença, segundo a Unaids.

A aids é a principal causa de morte na África, onde 22 milhões de pessoas possuem o HIV, o que representa 67% dos infectados no mundo. É o continente com maior número de infectados e com mais novos casos de contágio.

Na América Latina, o número de pacientes subiu em 2007 para 1,7 milhão de pessoas, com 140 mil novos casos em um ano.

O uso de tratamentos (antirretrovirais) aumentou a sobrevivência dos pacientes e, segundo um estudo recente, a progressão da doença em pessoas infectadas cai em 28% se os pacientes que ainda não apresentaram sintomas forem tratados.

O primeiro tratamento contra a aids, o uso da azidotimidina (AZT), foi autorizado nos EUA em 1987. Em 1996, na 11º Conferência Internacional sobre a Aids, em Vancouver (Canadá), foi definida a utilização de três medicamentos combinados, dois inibidores da transcriptase inversa, como o AZT e o 3TC, e um da protease.

As práticas clínicas mostraram que o tratamento com o "coquetel" destes antirretrovirais freia a progressão da doença e reduz os níveis do vírus no sangue.

No entanto, algumas vezes, a administração do coquetel causa muitos efeitos colaterais e, além disso, os altos preços limitam sua eficácia aos países ricos.

Na África, apenas um em cada mil pacientes faz tratamento com remédios e, na América Latina, 92% dos infectados não recebem tratamento com antirretrovirais.

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