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29/09/2009 - 18h03

Arias critica discurso de Zelaya e de Governo de fato em Honduras

San José, 29 set (EFE).- O presidente da Costa Rica e mediador da crise hondurenha, Óscar Arias, criticou hoje o discurso utilizado nos últimos dias tanto pelo Governo de fato desse país, como pelo chefe de Estado deposto, Manuel Zelaya.

Em uma entrevista à emissora de televisão "CNN en Español", Arias afirmou que tais discursos não contribuem para criar um clima de calma.

O presidente costarriquenho contou ter conversado nos últimos dias com Zelaya, que desde semana passada se encontra refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, como com o governante designado pelo Congresso hondurenho, Roberto Micheletti.

O mediador disse não ver com bons olhos as mensagens das duas partes porque "não contribuem para a tranquilidade e a distensão necessárias para retomar o diálogo, atualmente interrompido".

Arias acrescentou que "a linguagem é peça-chave daqui em diante, e uma linguagem quase revolucionária pode levar a mais violência, com o que o único prejudicado seria o povo hondurenho, que já foi afetado com os cortes da ajuda internacional".

O presidente costarriquenho insistiu em que é possível uma saída negociada para a crise hondurenha, mas disse que, até o momento, as posições foram inflexíveis, especialmente a do Governo de fato, oposto à restituição de Zelaya no poder.

O mediador ressaltou também o papel dos candidatos à Presidência de Honduras como atores-chave para conseguir a assinatura do Acordo de San José, sua proposta para pôr fim ao conflito.

Para Arias, os candidatos devem ser os mais interessados na consecução do acordo, pois caso contrário liderarão um Governo que não será reconhecido pela comunidade internacional.

No entanto, o presidente da Costa Rica evitou definir se seu país reconheceria o eventual vencedor do pleito de novembro em Honduras caso Zelaya não volte ao poder até esta data.

Arias argumentou que, como mediador, deve manter uma posição "equidistante" e evitar emitir opiniões sobre assuntos tão polêmicos como esse.

Por enquanto, Arias descartou viajar para Honduras para continuar seus trabalhos de mediação até a visita de uma missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA), prevista para o próximo dia 7.

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