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02/10/2009 - 16h49

Escolha do Rio reforça liderança do Brasil, segundo analistas

Miami, 2 out (EFE).- A escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 consolida a liderança política e econômica do Brasil na América Latina e aumenta seu papel protagonista em nível internacional, disseram hoje analistas de Miami.

Joaquín Roy, professor de estudos internacionais da Universidade de Miami (UM), disse à agência Efe que a seleção "definitivamente reforça o status que o Brasil está tendo no mundo, como um país importante, com uma economia enorme, e reconhecido como parte do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)".

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciou hoje a escolha do Rio como sede dos Jogos, após a eliminação primeiro de Chicago (EUA), depois de Tóquio e, finalmente, de Madri, na rodada final das votações, por 66 contra 32 votos.

"Dessa maneira, se reconhece a liderança do Brasil no subcontinente latino-americano, naturalmente com a irritação de Argentina e México", afirmou Roy, também diretor do Centro da União Europeia da UM.

Roy descartou que os Estados Unidos tenham sofrido uma derrota frente ao Brasil. Ao contrário, disse, é uma vitória, porque um de seus principais aliados foi selecionado.

"Os Jogos Olímpicos não contam para os EUA, mas para o Brasil são muito mais importantes", ressaltou.

Susan Kaufman Purcell, diretora do Centro de Política Hemisférica, concordou que a escolha do Rio garante a influência política e econômica do Brasil em nível regional e internacional.

"Isto foi uma competição global e o Brasil, desde o fim do Governo militar, se viu como um poder global. Seu ponto de referência não é a América Latina, mas outros países do mundo", disse o especialista.

Segundo ele, o Brasil disputa com as nações mais ricas e desenvolvidas dos mercados emergentes e é parte do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes).

"Os Jogos realmente reforçam sua liderança e o resto do mundo dará mais atenção ao Brasil como poder emergente", acrescentou Kaufman Purcell.

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