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06/10/2009 - 18h07

Deputados que visitaram Honduras creem que há clima para diálogo

Brasília, 6 out (EFE).- Os deputados brasileiros que foram até Tegucigalpa para conhecer a situação da embaixada do Brasil na cidade, onde se refugia o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disseram hoje que acham que "há clima para um diálogo" no país.

Os parlamentares conversaram hoje com representantes do Ministério das Relações Exteriores, aos quais transmitiram suas impressões sobre a visita que fizeram à capital hondurenha na quinta-feira passada.

Em declarações à Agência Efe, o deputado Claudio Cajado (DEM-BA), disse que "o diálogo está sendo retomado", que comissões dos dois lados "começaram a conversar" e que uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) está disposta a visitar o país.

"Por isso, achamos que há espaço para uma solução", disse Cajado, que fez parte do grupo que visitou Honduras.

Segundo o deputado, a situação na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa "era muito tranquila e ordenada", com instalações "limpas" apesar das 56 pessoas que dividem o espaço.

"Há acesso a comida e água e o único problema era uma linha cortada de telefone fixo, mas que já foi restablecida", declarou o parlamentar.

No entanto, "os diplomatas brasileiros têm problemas para trabalhar por falta de espaço físico", o que foi resolvido em parte por alguns funcionários que transferiram certos serviços, como a renovação de passaportes de brasileiros que residem em Honduras, para suas residências particulares, conta o deputado.

Os parlamentares brasileiros se reuniram em Tegucigalpa com Zelaya, com o presidente hondurenho de fato, Roberto Micheletti, com autoridades do Parlamento e da Corte Suprema, assim como com brasileiros residentes em Honduras.

Cajado disse à Efe que Zelaya reiterou aos deputados que o Governo brasileiro "não teve participação alguma" em seu retorno a Tegucigalpa e que escolheu a embaixada do Brasil "convencido de que estaria seguro, pela importância do país" no cenário político internacional.

"Acho que o Governo (brasileiro) não podia ter outra atitude que não fosse recebê-lo", apontou o parlamentar.

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