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07/10/2009 - 18h03

Frente de resistência diz que restituição de Zelaya "não é negociável"

Tegucigalpa, 7 out (EFE).- A frente de resistência que exige o retorno ao poder do presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, afirmou hoje que sua restituição "não é negociável" e que não é possível participar do diálogo para resolver a crise política de Honduras "com uma pistola na cabeça".

A frente também lembrou que "continua vigente" o decreto de suspensão das garantias constitucionais, pois sua derrogação ainda não foi publicada no diário oficial embora o Governo de fato a tenha anunciado na segunda-feira.

"Embora sejamos acessíveis ao diálogo, não vamos negociar nada com a ditadura; nesse sentido, não é negociável a restituição incondicional do presidente Manuel Zelaya a seu cargo, de forma imediata e segura", advertiu a frente em uma nota que fez circular no hotel onde começou hoje o diálogo entre representantes do presidente de fato, Roberto Micheletti, e do líder deposto.

"Nenhum diálogo pode ser feito se uma das partes está amordaçada e com uma pistola na cabeça", disse a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, cujo dirigente Juan Barahona integra a delegação de Zelaya junto com seus ministros de Governo (Interior), Víctor Meza, e Trabalho, Mayra Mejía.

Segundo a frente, devido "ao cerco militar e ao isolamento" de Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, ele recebeu permissão para ter contato com seus representantes "apenas três horas antes do início do diálogo".

"A única coisa que podemos dialogar com o Governo de fato", acrescentou, "é que fixe a data de sua saída do poder e o retorno imediato dos militares para seus quartéis em uma data que não pode ser posterior ao dia 15 de outubro do presente ano".

"Caso contrário, fortaleceremos nosso desconhecimento ativo do processo eleitoral de 29 de novembro", afirma a nota.

A frente de resistência ressaltou que o diálogo exige "condições mínimas", mas que "o regime de fato pretende que dialoguemos enquanto não publicou no diário oficial a derrogação do estado de sítio".

"Continuam sendo assassinados companheiros e companheiras por assassinos a serviço dos golpistas, dezenas de companheiros camponeses desalojados do Instituto Nacional Agrário (INA) estão processados, muitos deles presos", prossegue o texto.

O movimento lembrou que as emissoras de rádio e televisão "opostas ao golpismo" continuam fechadas e que "jornalistas independentes seguem sendo perseguidos".

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