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07/10/2009 - 18h16

Senadores dos EUA dizem que Al Qaeda pode se restabelecer no Afeganistão

Washington, 7 out (EFE).- Líderes do Senado dos Estados Unidos alertaram hoje em audiência que a rede terrorista Al Qaeda pode se restabelecer no Afeganistão caso não haja uma soma de esforços para combater os talibãs.

A audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano coincidiu com o oitavo aniversário da guerra no Afeganistão, lançada para derrubar o regime dos talibãs após os atentados de 11 de setembro de 2001, e privar a Al Qaeda de sua base de operações.

Paralelamente, o presidente americano, Barack Obama, se reuniu a portas fechadas com seus assessores de segurança nacional e comandantes militares para outra sessão de análise sobre os passos a seguir no Afeganistão.

No início da audiência, o presidente do Comitê, o democrata John Kerry, disse que, apesar dos esforços redobrados para desarticular a Al Qaeda, a organização continua sendo uma ameaça para a estabilidade na região.

"Esta é uma batalha contra os extremistas. Assim como nossas táticas evoluíram, as dos terroristas também", advertiu Kerry, apesar de mencionar avanços contra os grupos extremistas no Afeganistão.

O senador Richard Lugar, o republicano de maior categoria no Comitê, lembrou que, de acordo com o que especialistas disseram em audiências recentes, o restabelecimento da Al Qaeda "seria quase inevitável" com o retorno de um Governo talibã a Cabul.

Lugar considerou que é insuficiente, embora importante, prender ou matar terroristas e impedir possíveis atentados porque, segundo ele, também é preciso atacar as fontes de financiamento destes grupos.

"Um dos aspectos mais importantes para combater a Al Qaeda é o esforço internacional para identificar e eliminar suas fontes de financiamento", afirmou Lugar.

A eliminação da Al Qaeda de lugares como o Paquistão não resolve o problema do terrorismo global porque a rede tem simpatizantes na Ásia, África, Europa e nas Américas, segundo o republicano.

"A liderança da Al Qaeda continua sendo uma ameaça operacional e ideológica que requer nossos esforços mais firmes", disse Lugar.

Em paralelo, o Pentágono entregou a Obama o pedido de reforços para o Afeganistão apresentado pelo comandante das tropas americanas do país, general Stanley McChrystal, informou hoje o porta-voz do Departamento de Defesa, Geoff Morrell.

Em entrevista coletiva, Morrell disse que "o presidente pediu uma cópia e o secretário de Defesa, Robert Gates" a entregou na semana passada.

Segundo o porta-voz, o documento não será divulgado até que Obama tenha tomado uma decisão sobre qual será a estratégia no Afeganistão.

Morrell ressaltou que as discussões entre o presidente e seus assessores - pelo menos cinco programadas para esta semana - "são privadas" e que os envolvidos "não podem compartilhá-las com ninguém fora do círculo de confiança".

Na terça-feira, Obama se reuniu por cerca de 90 minutos com líderes democratas e republicanos de ambas as câmaras do Congresso, os quais demonstraram preocupação com a escalada da violência no Afeganistão.

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