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12/11/2009 - 14h49

Obama inicia viagem pela Ásia com promessas de apoio e sem grandes propostas

Macarena Vidal.

Washington, 12 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, partiu hoje rumo ao Japão, etapa inicial de sua primeira viagem pela Ásia, na qual enfatizará a importância da região para a economia e para a segurança global, mas não apresentará propostas concretas.

Obama saiu de Washington às 9h50 locais (12h50, no horário de Brasília) para uma viagem que o levará também a Cingapura, para participar da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), além de China e Coreia do Sul.

O presidente americano, que atrasou sua partida em um dia para participar do funeral das vítimas do massacre de Fort Hood, chegará à região rodeado de uma popularidade arrasadora, acima da que conta em seu próprio país.

Consciente desta popularidade, Obama quis aproveitar para se aproximar da sociedade civil durante sua viagem. Em Xangai, terá um encontro com estudantes; percorrerá a cidade de Pequim; e em Tóquio pronunciará um discurso sobre o envolvimento americano na região.

Segundo o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeffrey Bared, a ideia é "aproveitar os dons de comunicação" de Obama para transmitir a mensagem de que a região importa realmente para Washington e de que os laços na luta contra o terrorismo não são limitados, como é considerado em certos círculos asiáticos.

A dúvida é com quais ações apoiará esta mensagem. O Governo japonês anunciou que se posicionará, mas que não será resolvido durante esta visita o futuro da base militar dos EUA em Okinawa, que o primeiro-ministro Yukio Hatoyama quer que seja transferida.

Obama também não tem nenhuma proposta específica para fomentar os intercâmbios a ser apresentada à cúpula da Apec, principal organização em favor do livre-comércio na região Ásia-Pacífico.

Segundo Michael Green, do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS), "existe o sentimento generalizado de que podemos dar um grande impulso para uma série de acordos transpacífico" de comércio, mas o problema é que a este encontro os "EUA não trazem absolutamente nada para pôr sobre a mesa".

Na China, a Casa Branca informou esperar algum tipo de acordo sobre energia limpa, mas ainda espera para poder assegurar que os dois países, os principais emissores de gases poluentes do mundo, conseguirão impulsionar as negociações frente a cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

O responsável de economia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael Froman, "não esperamos que em Pequim seja alcançado um acordo sobre mudança climática. Mas esperamos que os líderes passem tempo abordando como proceder e como colaborar, para alcançar o êxito em Copenhague".

Na Coreia do Sul, última etapa da viagem, também não são esperados grandes progressos sobre a adoção do tratado de livre-comércio pendente entre os dois países, freado por questões como o acesso de automóveis americanos ao mercado sul-coreano.

Ao chegar ao Japão, na sexta-feira à tarde, Obama deve se reunir com o primeiro-ministro Hotoyama, com quem oferecerá uma entrevista coletiva conjunta.

O presidente americano abordará com Hatoyama assuntos como a base militar de Okinawa, além da mudança climática e da crise econômica mundial.

O programa nuclear da Coreia do Norte, que já teria um papel destacado nas conversas, terá ainda um maior protagonismo depois do incidente de quarta-feira no Mar Amarelo, no qual uma patrulha naval norte-coreana e uma embarcação da Marinha da Coreia do Sul trocaram disparos.

Obama concordou em enviar o enviado especial para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, a Pyongyang para iniciar um diálogo direto com o regime comunista sobre seu programa nuclear.

O presidente americano também abordará com o primeiro-ministro japonês a estratégia para a guerra no Afeganistão, onde o Japão ofereceu colaborar com navios cisterna.

No sábado, Obama deve fazer um discurso no Suntory Hall, em Tokio, no qual analisará as relações bilaterais e o envolvimento americano na Ásia, antes de assistir a uma audiência com o imperador Akihito e pegar o voo para Cingapura.

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