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15/11/2009 - 13h53

Governistas consideram vaias a Morales como ataque eleitoral

La Paz, 15 nov (EFE).- Parlamentares aliados ao Governo da Bolívia atribuíram as vaias contra o presidente do país, Evo Morales, durante a cerimônia abertura dos Jogos Bolivarianos, na cidade boliviana de Sucre, a um ataque eleitoral, diz a edição de hoje do jornal "La Razón".

O público presente à abertura do evento esportivo apitou e vaiou Morales no momento de sua entrada no estádio Patria de Sucre e a cada vez que os alto-falantes anunciavam o nome do presidente e a delegação da Venezuela.

Morales não se dirigiu aos presentes apesar de a programação da cerimônia incluir um discurso seu.

Para Félix Rojas, senador do governista Movimento Ao Socialismo (MAS), as vaias recebidas por Morales ontem foram planejadas por "um pequeno grupo racista que ainda existe naquela parte do país".

O deputado Gustavo Torrico, também do MAS, pediu para que seus correligionários não caiam nas "provocações, podem levar três mil pessoas para vaiar, mas vamos mostrar a vaia quando tivermos que contar os votos nas urnas", em alusão às eleições gerais de 6 de dezembro, quando Morales tentará a reeleição.

Ontem, o presidente boliviano anunciou um decreto que ordena a entrada gratuita do público em três das principais instalações dos Jogos Bolivarianos, todas construídas por seu Governo.

A decisão ignora, segundo o "La Razón", o "acordo de bem social" entre a Prefeitura de Sucre e a Liga de Doenças Mentais que previa a destinação de 20% da renda gerada pela venda dos ingressos para a fundação beneficente.

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