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30/11/2009 - 19h14

Governantes destacam tecnologia e mudança climática em Cúpula Ibero-Americana

Estoril (Portugal), 30 nov (EFE).- A inovação tecnológica e a mudança climática como os grandes desafios da região ibero-americana estiveram entre os temas de maior destaque hoje nos discursos da 19ª Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e do Governo.

Diversos dos governantes dos 22 países representados na cúpula do balneário português do Estoril, que termina amanhã após dois dias de debates, concordaram que a região ibero-americana deve fazer um esforço para promover o desenvolvimento social e a atenção à infância, além de investir em formação para superar a crise econômica.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que a América Latina tem quase 245 mil pesquisadores, enquanto EUA e China contam com quase um milhão e meio.

"É necessário dar prioridade ao desenvolvimento de nosso capital humano e de nossa competitividade" ressaltou Bachelet, que com palavras similares ao presidente anfitrião, o português Aníbal Cavaco Silva, defendeu o início nesta Cúpula de um programa de cooperação sobre pesquisa e inovação tecnológica.

O problema da mudança climática foi destacado pelo primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, e centrou boa parte do discurso do presidente do México, Felipe Calderón, que propôs um "Fundo Verde" para dar incentivos econômicos aos países que reduzirem suas emissões de gás carbônico (CO2).

"Isso fará com que se impulsione a inovação e a tecnologia que permita reduções cada vez mais eficientes de carbono das mais diversas origens", sustentou Calderón.

A poucos dias da Conferência da ONU sobre a Mudança Climática de Copenhague, explicou que esse "Fundo Verde" daria a cada país uma cota relacionada com o tamanho de sua economia e a parâmetros como a renda per capita ou o nível de poluição por pessoa.

"A mudança climática chegou e está cobrando alto por nossa inação e nossa irresponsabilidade", alertou Calderón.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, considerou que, diante da questão do aquecimento global, o centro da discussão passa por saber "quem deverá suportar a maior parte dos passivos ambientais".

Da mesma forma que a maioria de seus colegas, a chefe de Estado argentina ressaltou em seu discurso na cúpula os desafios sociais da região ibero-americana, que vinculou a um modelo de conhecimento que ligue os conceitos de "rentabilidade e eqüidade".

O presidente do Equador, Rafael Correa, pediu a adoção de um "pacote de incentivos" para estimular o desenvolvimento tecnológico e aumentar o investimento em educação com o objetivo de gerar "conhecimento".

Uma das convidadas especiais da conferência, a secretária-geral da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, fez uma proposta específica para que o acesso a internet de banda larga seja considerado como um "ativo do Estado e se transforme em bem público global, não gratuito".

O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, que participou pela primeira vez de uma Cúpula Ibero-Americana, considerou que a "grande tarefa" da região é a "democratização do conhecimento" e defendeu por um desenvolvimento sustentável e equitativo.

De encontro às aspirações de progresso formuladas pelos presidentes, um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentado na cúpula alertou que 2010 será um ano "crítico" para a América Latina, cujos sinais de recuperação devem ser recebidos com "cautela".

Além dos problemas ambientais e econômicos e dos desafios sociais e científicos, o primeiro dia da cúpula chamou a atenção para as necessidades das crianças com a assinatura de um acordo que reuniu a cantora colombiana Shakira e os chefes de Estado de cinco países.

Estiveram junto à artista os presidentes de Chile, Argentina, México, Colômbia (Álvaro Uribe) e Panamá (Ricardo Martinelli) para a assinatura de um acordo a favor da infância entre as instituições ibero-americanas e a Fundação ALAS, promovida por Shakira.

A cantora lembrou que mais de 35 milhões de crianças não recebem nenhum tipo de educação adiantada nem proteção do Estado na região e disse à Agência Efe que, com sua presença no Estoril, quis ressaltar a importância de que as nações latino-americanas tomem medidas para garantir o desenvolvimento infantil.

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