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02/12/2009 - 07h12

Sobe número de palestinos que perderam direito de viver em Jerusalém

Jerusalém, 2 dez (EFE).- As autoridades israelenses vetaram no ano passado a residência em Jerusalém a 4.577 palestinos, número que representa mais da metade do total de anulações nos 40 anos anteriores, segundo dados oficiais obtidos pela ONG "Hamoked".

Dos 13.135 palestinos que perderam sua residência na cidade desde que Israel ocupou a parte oriental, em 1967, 35% perderam o direito em 2008, informou em comunicado a ONG, que alcançou os dados graças a uma lei que obriga ao Governo a ter certa transparência.Em sua maioria, os palestinos de Jerusalém Oriental não têm cidadania israelense, mas uma permissão de residência permanente que o Ministério do Interior israelense pode anular, caso a pessoa passe mais de sete anos no exterior ou obtenha qualquer tipo de status legal em outro país, entre outros critérios.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) e diversas ONGs acusam a Israel - que considera Jerusalém sua "capital única e indivisível" - de tentar "judaizar" a cidade, com a expulsão da população nativa árabe através da construção de colônias judias, demolições de casas e medidas administrativas.

Neste sentido, a ONG "Hamoked" vincula na nota de imprensa o grande aumento de revogações de permissões de residência às "políticas e esforços que faz Israel" para "deslocar os habitantes de Jerusalém Oriental" da cidade "onde vivem há gerações".

Além disso, assinala um paradoxo: o quarto de milhão de habitantes palestinos da cidade tem o mesmo status legal que qualquer emigrante à cidade que não tenha pelo menos um avô judeu (aqueles que têm podem obter a cidadania israelense de forma automática), apesar serem seus habitantes nativos.

Meir Sheetrit, o deputado que impulsionou a campanha quando dirigia o Ministério do Interior, explicou o grande aumento nas anulações de permissões de residência pela necessidade de abordar uma situação irregular que anteriores executivos tinha preferido ignorar."O que descobrimos foi só a ponta do iceberg. O Estado de Israel gasta em ajudas a cada ano bilhões de shekels a pessoas que sequer vivem aqui", disse ao diário israelense "Ha'aretz", que publica hoje as declarações.

Sheetrit, do partido Kadima de Tzipi Livni, ressaltou que o Ministério enviou avisos a todos os candidatos a perder a residência, e que aqueles que apelaram não tiveram o direito revogado.

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