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17/12/2009 - 15h05

Lula defende Protocolo de Kioto e ataca países desenvolvidos em Copenhague

Copenhague, 17 dez (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou hoje seu discurso na cúpula da ONU sobre a mudança climática (COP15), que acontece em Copenhague, à defesa do Protocolo de Kioto e à cobrança de uma ajuda financeira aos países em desenvolvimento.

Lula afirmou que preservar o Protocolo de Kioto, tratado que estabelece cortes vinculativos nas emissões de CO2 para 37 países ricos, é "absolutamente necessário".

O presidente disse ainda que o acordo, assinado nos anos 1990, "não pode ser substituído por instrumentos menos exigentes". Pelo contrário, o Protocolo de Kioto deve ser tomado como "referência" para futuras metas, destacou Lula em seu discurso.

Outro ponto central na intervenção foi a cobrança que o chefe de Estado fez aos países desenvolvidos para que financiem as medidas que as nações em desenvolvimento terão que tomar para combater as consequências da mudança climática.

"A redução das emissões é importante, mas a adaptação é um desafio prioritário", disse Lula, que considerou "inaceitável" os países menos responsáveis pela poluição serem as principais vítimas de seus efeitos.

Os mecanismos de mercado podem ser "úteis", mas não serão suficientemente previsíveis nem terão a magnitude necessária para ajudar no combate à mudança climática, daí a importância da ajuda tecnológica e financeira, acrescentou Lula, que, no entanto, não apresentou números específicos.

"A luta contra a mudança climática não pode se basear na pobreza perpétua", afirmou.

A redução das emissões de gases estufa nos países ricos deve seguir as metas recomendadas pela ONU, que são de 25% a 40% em relação aos níveis de 1990, embora o mais próximo possível do segundo número, frisou Lula.

O presidente lembrou que muitos países em desenvolvimento já anunciaram importantes contribuições à redução das emissões, entre eles o Brasil, que se comprometeu a diminuir a liberação de gases estufa na atmosfera em até 38,9% até 2020.

Além disso, acrescentou Lula, o Brasil é líder no uso de biocombustíveis e tem um plano para frear o desmatamento da Amazônia.

"Esta cúpula não é um jogo em que se pode guardar cartas na manga", afirmou o chefe de Estado, que disse que não há lugar para o conformismo e que é hora de atuar, porque "o veredicto da História não salvará aqueles que não assumirem sua responsabilidade".

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