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17/12/2009 - 08h24

Merkel faz pedido dramático por acordo na cúpula de Copenhague

Berlim, 17 dez (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fez hoje um dramático apelo aos participantes da cúpula da ONU sobre a mudança climática (COP15), que acontece em Copenhague (Dinamarca), ao pedir que todos se esforcem em prol de um acordo vinculativo que limite a 2° C o aumento da temperatura no planeta.

"Todos os especialistas estão nos advertindo das consequências dramáticas de um aquecimento acima deste nível. Copenhague será um fracasso se não chegarmos a um acordo vinculativo para evitar isso", disse Merkel no Parlamento alemão.

"Se não tomarmos medidas oportunas hoje, nos arriscaremos a sofrer danos dramáticos, que serão de consequências especialmente dramáticas para os países mais pobres, mas dos quais ninguém vai se livrar", destacou a chanceler.

"Farei o que estiver ao meu alcance para conseguir o necessário compromisso vinculativo. Não sei exatamente em que momento (as negociações) estão agora, mas as notícias que nos chegam de Copenhague não são boas" e indicam "que não estamos diante de um processo de negociação sensato", acrescentou Merkel.

A chanceler lembrou o "ambicioso compromisso" da Alemanha na luta contra a mudança climática e pela redução das emissões de CO2, e enfatizou que seu país "está disposto a cumprir a meta" de diminuir em 40% a liberação de gases estufa até 2020, sempre em relação aos níveis de 1990.

No entanto, "o compromisso de um só país ou de um grupo de países, como a União Europeia (UE), não é suficiente", já que é preciso somar os "esforços vinculativos" de todos os envolvidos, tanto as grandes potências industrializadas como as nações em desenvolvimento.

Merkel, que várias vezes pediu à China e aos Estados Unidos um maior compromisso, fez este apelo poucas horas depois da chegada a Copenhague dos primeiros líderes mundiais que acompanharão o encerramento da cúpula.

Entre os que confirmaram presença nesta etapa da conferência estão o chefe de Estado americano, Barack Obama, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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