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23/12/2009 - 09h13

Comunistas e nacionalistas russos negam apoio a ratificação do Start

Moscou, 23 dez (EFE).- Os comunistas e nacionalistas russos anunciaram nesta quinta-feira que não vão apoiar a ratificação do tratado de desarmamento nuclear assinado em abril e que foi aprovado ontem pelo Senado americano.

"Parece que agora na Duma (Assembleia nacional russa) há pressa em remeter este documento para sua ratificação. Nossa fração não votará a favor", afirmou Gennady Ziuganov, líder do Partido Comunista da Rússia (PC), à agência "Interfax".

Ziuganov, cujo partido se opõe à atual aproximação da Rússia com EUA e Otan, disse que "é preciso levar a sério tudo o que tem a ver com a segurança do país".

O político alegou ainda que durante os debates do Senado americano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "disse diretamente que o escudo antimísseis americano valerá para a Europa".

"Este fator e muitos outros, sem contar as observações que os senadores americanos fizeram sobre o tratado e que desconhecemos, geram uma grande inquietação entre os deputados comunistas", afirmou.

Por sua vez, o Partido Liberal Democrático, que tem 40 assentos na Duma, também antecipou que não votará a favor do tratado de redução de arsenais nucleares.

"Não vamos apoiar este tratado. Não votaremos que sim", assegurou Igor Lebedev, líder da fração parlamentar da formação nacionalista, que previsivelmente se absterá, como em outras ocasiões.

Enquanto isso, o partido governista de esquerda Rússia Justa, que tem 38 deputados, garantiu que respaldará a ratificação do tratado.

A legenda controla dois terços dos votos da câmara baixa do Parlamento russo, e por isso a oposição de dois dos quatro partidos com representação parlamentar não impedirá a ratificação do Start.

Rússia e EUA concordaram em sincronizar antes do fim de 2010 a ratificação do tratado, o que a Duma poderá fazer amanhã, disse hoje Konstantin Kosachov, chefe do comitê de Relações Exteriores da câmara.

Já o chanceler Sergei Lavrov, que comemorou ontem à noite a ratificação do Start, afirmou hoje que a Rússia precisa de tempo para analisar as mudanças introduzidas pelos EUA.

"Ainda não recebemos o texto da resolução aprovada pelo Senado americano", disse.

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