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27/12/2009 - 18h22

Candidato opositor deverá confirmar vitória em segundo turno na Croácia

Vesna Bernardic.

Zagreb, 27 dez (EFE).- O candidato do opositor Partido Social-Democrata (SDP) Ivo Josipovic venceu hoje o primeiro turno das eleições presidenciais na Croácia, mas ainda deverá impor-se em um segundo turno no dia 10 de janeiro para se transformar no terceiro chefe de Estado do jovem país balcânico.

Os resultados das projeções de pesquisas de boca-de-urna após o fechamento dos colégios eleitorais deste domingo não deixavam dúvida de que Josipovic, professor de Direito, de 52 anos, venceu com 32,7% dos votos sobre seus 11 rivais.

Com isso, foram confirmadas as previsões publicadas antes da votação sobre o triunfo do renomado especialista jurídico, deputado do SDP e compositor.

No segundo turno ele deverá concorrer com o segundo candidato mais votado hoje.

Os primeiros resultados de boca-de-urna apontam para o prefeito de Zagreb, o populista Milan Bandic, que se apresenta como candidato independente.

Mas não se descarta ainda que possa ficar de fora, relegado pelo professor de Medicina Andrija Hebrang, candidato da conservadora União Democrática Croata (HDZ) da primeira-ministra Jadranka Kosor, como também pelo economista independente Nadam Vidosevic.

Quem finalmente for nomeado chefe de Estado em 10 de janeiro de 2010, deverá comandar a Croácia ao seio da União Europeia (UE) como 28º membro de plenos direitos.

Os croatas esperam terminar as negociações de acesso à UE durante a Presidência espanhola, no próximo semestre, e entrar em 2012, mas antes disso devem ajustar contas com a corrupção, especialmente de alto nível, e reformar a muitas vezes inepta Justiça, além da avultada e ineficaz Administração Pública.

Espera-se que o novo presidente, terceiro desde a independência (1991) e com um mandato de cinco anos, promova sobretudo a luta contra a corrupção e a saída da recessão econômica.

Josipovic, renomado jurista que representou a Croácia perante cortes internacionais e no Conselho da Europa, assim como músico agraciado internacionalmente, foi um deputado "silencioso", de modo que como político não era muito conhecido até estas eleições.

Explicou que decidiu mudar sua postura por uma participação destacada a fim de ajudar o país a pôr fim à corrupção, às injustiças sociais e à crise econômica, assim como para conseguir a integração na UE.

Após lamentar não poder ser ele a conduzir os croatas à UE, o presidente que vai deixar o cargo, Stjepan Mesic, sob cujo segundo mandato a Croácia entrou este ano na Otan, disse hoje que o novo vai encontrar tarefas difíceis.

"Estou deixando o país em crise, já que a recessão não foi somente importada, em parte nós mesmos temos culpa. O novo presidente terá que fazer muito, em cooperação com o Governo", comentou hoje Mesic após votar.

O cargo de presidente da Croácia é representativo, embora com alguns poderes importantes como o que ostenta por ser comandante das forças armadas, controlar os serviços secretos e participar da criação da política externa.

Mas como o mostrou Mesic, por seu prestígio o chefe de Estado pode funcionar como um importante elemento "corretivo".

A participação na votação foi inferior à registrada em eleições anteriores, segundo informou o presidente da Comissão Eleitoral Estatal, Branko Hrvatin.

Por volta das 16h local (13 de Brasília), a participação era de 34%, contra 51% alcançada na mesma hora no pleito de 2005, informou Hrvatin.

Ele disse que a pouca assistência pôde ter acontecido por causa da depressão psicológica relacionada à recessão econômica, assim como ao mau tempo e à época de férias e festas natalinas.

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