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13/01/2010 - 17h35

Enríquez-Ominami anuncia apoio a Frei no segundo turno no Chile

Santiago do Chile, 13 jan (EFE).- O candidato independente à Presidência do Chile, Marco Enriquez-Ominami, terceiro colocado no primeiro turno das eleições chilenas, anunciou hoje seu apoio ao postulante apoiado pelo Governo, o ex-presidente Eduardo Frei, no segundo turno. "Declaro formalmente minha decisão de apoiar ao candidato deste povo, o de 29% de chilenos que votaram em 13 de dezembro", disse em alusão à percentagem obtida no primeiro turno por Frei, que ficou 14 pontos percentuais atrás do direitista Sebastián Piñera. Enríquez-Ominami explicou em um ato público que tomou esta decisão "diante da incerteza de que a direita possa impedir a marcha do Chile rumo a seu futuro". "É minha responsabilidade contribuir no que puder para que isso não ocorra", reforçou o candidato independente, que deu "liberdade de ação" a seus eleitores. Como vem fazendo desde que ficou fora da disputa eleitoral, Enríquez-Ominami reiterou que "Frei e Piñera são pessoas do passado". "Não podemos construir o futuro com eles. No entanto, da direita, que é a base de sustentação da candidatura de Piñera, nos separa um abismo irreconciliável", acrescentou. Enríquez-Ominami, que é deputado, afirmou que suas ideias saíram vitoriosas do primeiro turno, em alusão à votação de hoje no Congresso chileno de alguns projetos de lei cuja aprovação pôs como condição para definir sua postura para o segundo turno, marcado para este domingo. Frei e Piñera se dedicaram nos últimos dias a conquistar o eleitorado de Enríquez-Ominami, que recebeu 20% dos votos no primeiro turno. O deputado advertiu que votará por Frei, mas mantendo todas as críticas que fez nos últimos meses às direções dos partidos políticos chilenos e especialmente aos da Concertação. "Não negociei, nem negociarei nada. Não me verão em cargo algum no próximo Governo. Seremos independentes, qualquer que seja o presidente eleito no próximo domingo", explicou. Entretanto, suas críticas foram mais mordazes ao "setor que apoia Sebastián Piñera", no qual disse que está "grande parte dos que encheram a nossa pátria de luto". "São os cúmplices dos que assassinaram meu pai, e hoje dia não se arrependem de nada, mas se orgulham de ter assassinado meu pai", Miguel Enríquez, fundador do Movimento de Esquerda Revolucionário (MIR) e morto durante a ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990) por agentes do Estado. "Dessa dor vem a distância que nos separa da candidatura da direita", concluiu Enríquez-Ominami.

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