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15/01/2010 - 10h29

Enviado da ONU quer falar de direitos humanos no diálogo com Pyongyang

Seul, 15 jan (EFE).- O enviado especial da ONU para os Direitos Humanos da Coreia do Norte, Vitit Muntarbhorn, manifestou hoje, em Seul, seu desejo de que a situação humanitária seja tratada no diálogo multilateral sobre o desarmamento nuclear norte-coreano.

"Minha mensagem é que, quando for retomada, a reunião a seis lados se dedique obviamente ao terreno dos direitos humanos e ações humanitárias, embora saibamos que o diálogo não é principalmente sobre direitos humanos", disse, em entrevista coletiva.

Ao mesmo tempo, o emissário qualificou de "extremamente grave" a atual situação de direitos humanos na Coreia do Norte.

Muntarbhorn disse que o número de refugiados norte-coreanos diminuiu nos anos recentes, em parte, devido aos duros castigos sobre eles no país comunista.

Ressaltou que, após as reuniões com refugiados norte-coreanos na Coreia do Sul, pôde confirmar a necessidade de que os refugiados norte-coreanos não sejam deportados e sejam tratados de um ponto de vista humanitário.

O diálogo multilaterial, do qual participam EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coreias, está estagnado desde dezembro de 2008, mas Pyongyang manifestou recentemente sua disposição de retornar ao diálogo, sem marcar uma data.

Na segunda-feira, o enviado especial dos EUA para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Robert King, disse também que estes assuntos devem ser tratados no diálogo nuclear, e condenou os abusos aos direitos humanos no país comunista.

Muntarbhorn chegou esta semana à Coreia do Sul para uma visita de seis dias, a fim de obter informação sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte e elaborar um relatório para a ONU.

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