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16/01/2010 - 16h10

Centenas de pessoas saqueiam armazéns no centro de Porto Príncipe

Porto Príncipe, 16 jan (EFE).- Centenas de pessoas saquearam hoje no centro de Porto Príncipe uma área repleta de armazéns comerciais arrasados pelo terremoto de terça-feira.

Os saqueadores levaram sacos de arroz, legumes, alimentos secos e tudo o que encontraram de interesse.

Diante da presença de membros da ONU e da Polícia, que não intervieram em nenhum momento, a multidão se limitava a esperar que os agentes passassem para voltar a se embrenhar entre os escombros e retirar os produtos armazenados ainda aproveitáveis.

Pelo menos cinco pessoas foram até a Polícia para denunciar que grupos de assaltantes, alguns armados com paus, tinham roubado seus pertences aproveitando a confusão do momento.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil".

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