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16/01/2010 - 16h47

Obama une Bill Clinton e George W. Bush para ajudar Haiti

María Peña.

Washington, 16 jan (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, anunciou hoje a criação do fundo Clinton-Bush para o Haiti na intenção de, com a ajuda dos ex-chefes de Estado, organizar a sociedade civil dos Estados Unidos nos esforços humanitários e de reconstrução do país caribenho.

Ao lado dos ex-presidentes Bill Clinton (democrata) e George W. Bush (republicano) nos jardins da Casa Branca, Obama louvou a "extraordinária generosidade" dos EUA em relação ao Haiti e reafirmou o compromisso de seu Governo com os esforços de reconstrução, que "será medida em meses e anos".

Após uma reunião de meia hora, Obama disse que Clinton (1993-2001) e Bush (2001-2009) "farão um trabalho extraordinário" ao "aproveitar a incrível generosidade e o espírito positivo do povo americano para ajudar nossos vizinhos em crise".

A tarefa de seus antecessores, explicou Obama, será liderar um esforço nacional para obter doações de pessoas físicas, empresas, ONGs e demais instituições por meio do site "www.clintonbushhaitifund.org".

Esta missão lembra um esforço similar feito após o tsunami de 2004 no Sudeste Asiático, quando George W. Bush recrutou seu pai, o também ex-presidente americano George Bush, e o próprio Clinton para incentivar o setor privado a ajudar.

O terremoto no Haiti é a primeira grande crise humanitária do Governo Obama. Segundo a Cruz Vermelha, o número de mortos pode chegar a 50 mil - segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), todos os terremotos ocorridos no mundo em 2009 mataram 1.783 pessoas.

Hoje, o USGS informou que o Haiti sofreu uma forte réplica de 4,5 graus na escala Richter, uma de dezenas ocorridas desde terça-feira e que suspendeu brevemente os trabalhos de resgate.

O dinheiro pedido pelo fundo Clinton-Bush não será destinado apenas para as necessidades imediatas, como água potável, comida, atendimento médico e o estabelecimento de albergues, mas também para as tarefas de reconstrução no longo prazo.

Para Bush, a forma mais eficaz de ajuda é doar dinheiro.

"Sei que muita gente quer enviar cobertores e água. Só enviem seu dinheiro", disse Bush, que, junto a Clinton, se comprometeu a "assegurar que seu dinheiro será sabiamente gasto".

Enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, Clinton se mostrou pessoalmente afetado pela tragédia já que, segundo ele, tinha se hospedado muitas vezes em hotéis que agora são escombros e conheceu muitas pessoas que morreram no terremoto.

Além do envio de equipamentos militares e médicos e da ajuda humanitária, o Governo americano disse que dará o Status de Proteção Temporário (TPS) durante 18 meses para os haitianos que vivem ilegalmente no país.

O TPS é um benefício migratório oferecido por Washington a pessoas que não podem retornar para seu país de origem por conflitos armados e desastres naturais.

Assim, o TPS só será dado aos haitianos que se encontravam nos EUA antes do dia do terremoto e, para não incentivar um êxodo em massa, as autoridades mandarão de volta quem tentar entrar ilegalmente no país.

O vice-presidente americano, Joe Biden, e a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, visitaram hoje o bairro haitiano de Miami para se reunir com líderes da comunidade haitiana e reafirmar o apoio dos EUA ao Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil".

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