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16/01/2010 - 13h36

Secretário-geral da ONU viaja para o Haiti amanhã

Nações Unidas, 16 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, viajará neste domingo ao Haiti para avaliar no terreno as necessidades de assistência humanitária no país e reunir-se com os funcionários do organismo que trabalham em solo haitiano.

O próprio Ban, informou hoje sua assessoria de imprensa, comunicou a viagem a um grupo de funcionários haitianos com os quais se reuniu na sexta-feira na sede das Nações Unidas em Nova York, e aos quais expressou suas condolências.

O secretário-geral da ONU "lhes disse que no domingo visitará Haiti para mostrar sua solidariedade com o povo e com o pessoal da ONU", assim como para conhecer e avaliar a escala do desastre e a assistência humanitária de que o país precisa.

Ban conversou na sexta-feira por telefone com o presidente do Haiti, René Préval, sobre o compromisso da ONU com as vítimas do terremoto.

"Ban assegurou ao presidente Préval que a ONU se mobilizou totalmente para ajudar o Governo e o povo do Haiti", assegurou o organismo multilateral.

Ontem, a ONU solicitou à comunidade internacional US$ 560 milhões em ajuda para as milhões de pessoas afetadas pelo forte terremoto.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) emitiu hoje um comunicado no qual diz que dessa quantia, precisa de US$ 35,6 milhões para começar imediatamente a eliminar escombros e recuperar a infraestrutura social essencial, como a reparação das ruas e do sistema elétrico, o que facilitará a chegada da ajuda.

"A ONU trabalha com os Governos de todo o mundo para detectar as necessidades imediatas e coordenar a recuperação, incluindo objetivos de desenvolvimento no longo prazo", disse a administradora do Pnud, Helen Clark.

Segundo essa agência da ONU, as equipes no terreno constataram que 10% dos edifícios de Porto Príncipe estão destruídos e 300 mil pessoas ficaram sem casa.

O Pnud acrescentou que, com a reconstrução do país, "a tensão social nas comunidades afetadas se reduzirá. O objetivo é criar 220 mil trabalhos temporários que beneficiarão aproximadamente 1.050.000 pessoas".

Segundo fontes da ONU, há cerca de 300 funcionários da instituição que continuam desaparecidos, entre eles 72 do Pnud.

A instituição tem como número oficial de mortos 37 militares e policiais e um civil da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), assim como outro funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil".

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