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18/01/2010 - 13h02

Procuradoria do Irã pede pena de morte a 5 manifestantes da Ashura

Teerã, 18 jan (EFE).- A Procuradoria Geral de Teerã pediu pena de morte para cinco pessoas detidas durante os sangrentos protestos do dia sagrado da Ashura no ano passado, informou hoje a imprensa oficial iraniana.

Os processados, entre os quais há duas mulheres, são acusados de atentar contra a segurança nacional e pertencer ao grupo de oposição no exílio, Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo), que Teerã considera terrorista.

Além disso, os réus são acusados de "Mohareb" (inimigos de Deus), um delito que a jurisprudência islâmica xiita, aplicada no Irã, castiga com a morte.

"Após examinar as provas e obter a confissão dos processados, deve-se exigir a pena máxima", explicou a Procuradoria, cujas palavras cita a agência estudantil de notícias "Isna".

Neste sentido, assegurou que os supostos membros da Mujahedin Khalq (MKO, na sigla em inglês) admitiram ter recebido "treinamento terrorista no Iraque e países europeus", inclusive a colocação de bombas e o assassinato seletivo.

A agência "Fars", por sua vez, reproduz a suposta confissão de um deles, a quem não identifica, na qual o processado admite ter espionado durante as eleições, ter participado dos protestos e ter recebido do MKO câmeras e ferramentas de telecomunicação.

O Irã está imerso em uma grave crise política e social que dividiu o país desde que a reeleição em 13 de junho passado do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta pela oposição.

Nesse mesmo dia, centenas de milhares de pessoas foram às ruas ao grito de "onde está meu voto?".

Na violenta onda de repressão contra os protestos, morreram pelo menos 30 pessoas, segundo números oficiais, e 72 de acordo com o cálculo dos opositores.

Além disso, milhares de pessoas foram detidas, entre elas centenas de responsáveis e partidários da oposição reformista, liderada pelos candidatos derrotados, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karroubi.

Os protestos, que se mantêm há seis meses, se agravaram em 27 de dezembro passado, dia sagrado da Ashura, após uma violenta repressão na qual morreram oito pessoas, segundo números oficiais.

O regime iraniano acusou os Estados Unidos e o Reino Unido de incitar à pior crise que atravessa a República Islâmica desde sua fundação em 1979.

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