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19/01/2010 - 01h28

Presidente eleito acredita que Brasil pode seguir exemplo do Chile

Santiago do Chile, 18 jan (EFE).- O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, citou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliar sua própria vitória no pleito realizado no último domingo, e insinuou que o Brasil pode seguir o caminho de seu país e mudar da esquerda para a oposição.

Para Piñera, é perfeitamente natural que um líder não consiga eleger seu sucessor, mesmo se for muito popular - caso do Chile, onde a excelente avaliação de Michele Bachelet não foi suficiente para que Eduardo Frei, candidato de situação, vencesse o pleito.

Além disso, afirma que a popularidade não significa, necessariamente, que não há necessidade de mudanças.

"É certo, a presidente (do Chile, Michelle) Bachelet é muito popular e o presidente Lula também, mas não se deve confundir a popularidade de um presidente com a necessidade de mudança de um país", afirmou, em entrevista com jornalistas estrangeiros.

"O Brasil terá que tomar seu próprio caminho e eu vou a respeitar naturalmente a decisão democrática que a população do país tomar, mas vou deixar muito claro que uma coisa é a popularidade de um presidente e outra coisa é a necessidade de mudanças que pode experimentar um país, como ficou demonstrado ontem de forma clara (no Chile)", avaliou o presidente eleito, que acredita que o Brasil pode se beneficiar se a oposição vencer as eleições do final do ano.

Piñera garantiu que tem "um apreço muito grande" pelos dois principais pré-candidatos presidenciais do país.

O governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, lidera as pesquisas à frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), provável candidata da situação.

"Apesar de a presidente Bachelet ter índices muito altos de popularidade e apoio (que passam de 80%), nós ganhamos limpa e democraticamente a eleição presidencial de ontem (domingo). Ficou claro que o Chile queria e precisava de uma mudança", assinalou.

Piñera garantiu, durante a mesma entrevista, que o Brasil está entre os primeiros países que vai visitar, logo após assumir a presidência, no próximo dia 11 de março.

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