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02/02/2010 - 06h12

Após 2 anos, franceses veem Sarkozy mais preso ao poder que a Carla

Piedad Viñas.

Paris, 2 fev (EFE).- Nicolas Sarkozy e Carla Bruni completam amanhã dois anos de casamento em que o casal não economizou demonstrações de carinho, mas a maioria dos franceses entende que o presidente está mais envolvido ao poder do que pelo amor de sua mulher.

Pelo menos 69% dos cidadãos franceses estão convencidos que embora Carla pedisse "Sarkozy não abdicaria (do poder)", segundo apontou uma pesquisa realizada pela Ipsos.

Não parece que a ex-modelo e cantora faça um pedido desses, a julgar pelas recentes declarações em que deixou claro que a decisão de concorrer ou não à reeleição em 2012 é dele.

Revelou, no entanto, que "como esposa, um mandato para Sarkozy seria suficiente".

A primeira-dama francesa terá de esperar que ele tome a decisão e que continue exercendo a "Presidência", algo que está desempenhando melhor dos que pensavam que o Eliseu seria rodeado por escândalos com sua chegada.

Prudente, elegante e em um discreto segundo plano, a mulher do presidente francês conquistou o respeito de todos e neste último ano aproveitou sua posição e sobrenome para desenvolver um novo trabalho, o humanitário, como embaixadora do Fundo Mundial contra a Aids.

Carla acaba de retornar de Benin onde em companhia de Belinda Gates, a esposa do fundador da Microsoft, Bill Gates e co-presidente da Gates Fundation, visitou projetos financiados pela organização no país.

Para realizar essa viagem teve de ausentar-se do habitual jantar da moda que é realizado ao final dos desfiles de alta costura e não compareceu ao aniversário de 55 anos de seu marido.

Nestes dois últimos anos, Carla Bruni-Sarkozy, de 42 anos, conseguiu perder um pouco a aura de frivolidade que a rodeava e esteve à altura, embora às vezes tenha tido que renunciar a algumas coisas.

Isso ocorreu no fim de semana passado quando um jornalista perguntou sobre o escândalo "Clearstream", pelo qual foi processado o ex-primeiro-ministro francês e rival político de Sarkozy, Dominique de Villepin.

"Isso não me interessa", respondeu.

Também se sentiu incomodada com uma das canções do Festival de Sanremo que se refere a ela e ao marido ironicamente, o que motivou seu cancelamento no evento.

"Menos mal que existe Carla Bruni. Somos assim. Sarkono, Sarkosi...se se fala de ti, o problema não existe", diz a letra da canção, que ela não teria gostado.

São ossos do ofício que, segundo a pesquisa da Ipsos publicada pela revista "Point de vue", Carla Bruni está fazendo bem.

Para 66% dos entrevistados ela não deveria ser mais visível como primeira-dama e só 25% opinam que ela exerce influência nas decisões políticas do marido, frente a 30% que consideram o contrário.

Ela disse em novembro que, como em qualquer casal, "cada um tem uma influência pessoal sobre o outro", mas especificou que não tem nenhuma influência política sobre Sarkozy. "Felizmente, se não seria um inferno!", acrescentou.

A maioria aprova sua independência e liberdade na hora de escolher seu trabalho fora do Eliseu, completando ao mesmo tempo com suas obrigações de representação no exterior.

Ninguém impõe nem proíbe nada, segundo a primeira-dama, que tomou a liberdade, por exemplo, de subir a um cenário em Nova York para participar de uma homenagem ao líder sul-africano Nelson Mandela, por ocasião de seu 91º aniversário.

Este ano é possível que à sua face musical e humanitária se acrescente à cinematográfica e faça um filme com o diretor americano Woody Allen.

Outro papel que tem pendente é o de voltar a ser mãe, um desejo que nunca escondeu e que está disposta a materializar, caso não consiga ficar grávida, através da adoção.

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