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03/02/2010 - 17h03

Irã inicia julgamento contra 14 detidos na Ashura

Teerã, 3 fev (EFE).- Um tribunal revolucionário de Teerã iniciou hoje o julgamento contra 14 pessoas detidas durante os sangrentos confrontos do dia da Ashura entre forças de segurança iranianas e grupos de oposição, nos quais morreram pelo menos oito pessoas.

Seis dos 14 processados - dez homens e quatro mulheres - foram acusados pelo crime de "mohareb", que significa "inimigo de Deus", um crime que a jurisprudência islâmica, aplicada no Irã, castiga com a pena de morte.

Os outros oito réus serão julgados por desordem pública e ameaças à segurança do Estado, explicaram fontes judiciais.

Segundo a agência de notícias local "Fars", um dos detidos é um jovem universitário de 20 anos, nascido em Manchester (Reino Unido) e com passaporte britânico, que negou as acusações.

De acordo com a fonte, o estudante, do qual não foi revelado nome nem sexo, assegurou que sair às ruas não pode ser considerado uma ação de difusão da corrupção social.

Seu advogado pediu que sejam reduzidas as acusações com o atenuante de que o jovem não tem antecedentes criminais.

Outro dos processados, no entanto, se declarou culpado e afirmou que tinha saído às ruas estimulado pelas informações de canais de televisão estrangeiros como "Voice of America", acusados pelo regime iraniano de fomentar os protestos, afirmou "Fars".

O Irã está imerso em uma grave crise política e social desde a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho passado, considerada produto de uma "fraude maciça" pela oposição.

Nesse mesmo dia, centenas de milhares de pessoas foram às ruas aos gritos de "onde está meu voto?".

Na violenta repressão dos protestos morreram pelo menos 30 pessoas, segundo números oficiais, e 72 de acordo com o cálculo dos opositores.

Além disso, milhares de iranianos foram detidos, entre eles centenas de responsáveis e partidários da oposição reformista, que lideram os candidatos derrotados, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karroubi.

Os protestos que ocorrem há sete meses se agravaram em 27 de dezembro, dia sagrado da Ashura, após uma violenta repressão na qual foram detidas cerca de 500 pessoas.

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