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04/02/2010 - 20h59

Otan acorda solução para gastos e quer mais ajuda para Afeganistão

Istambul (Turquia), 4 fev (EFE).- Os ministros da Defesa dos membros da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (Otan) acordaram hoje um esquema para os gastos milionários previstos para seu programa de operações em 2010, ao mesmo tempo em que a aliança manteve o pedido de mais instrutores para o Afeganistão.

Os aliados iniciaram hoje uma reunião de dois dias marcada pela discussão orçamentária, apesar de as operações no Afeganistão seguirem atraindo a atenção de todos.

Sobre o orçamento, os ministros foram unânimes ao apontar que as operações e missões devem ser financiadas, da mesma forma que os projetos técnicos considerados estratégicos, como explicou o porta-voz da Aliança Atlântica, James Appathurai, após o jantar de ministros.

Segundo ele, uma vez asseguradas essas prioridades se tentará economizar "onde for possível" e, mesmo assim, se prevê um déficit de centenas de milhões de euros para este ano, que seriam cobertos pelos próprios países-membros.

Os ministros da Defesa da Otan e dos países não aliados que participam da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) discutirão amanhã a nova estratégia para o Afeganistão, que inclui um programa de reinserção de insurgentes e melhora das forças de segurança para que possam assumir o controle em alguns distritos.

Os EUA já se anteciparam à discussão, na qual o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, voltará a pedir aos aliados que apresentem mais equipes de instrutores para acelerar a formação de soldados e policiais afegãos.

"É importante que nossos aliados contribuam com as forças o mais rápido possível, como nós fazemos", declarou o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, antes do início das discussões.

O ministro alemão Karl Theodor zu Guttenberg disse que dará uma resposta negativa ao secretário de Defesa americano, Robert Gates, durante a reunião bilateral de amanhã.

Perguntado hoje sobre se a Alemanha enviaria mais tropas, Zu Guttenberg respondeu que não, pois seu país já ofereceu enviar 1.400 instrutores.

O Governo alemão anunciou na semana passada o envio de outros 500 soldados para seu contingente, que passará a ter cinco mil militares no Afeganistão.

No entanto, a Alemanha modificará a composição de suas tropas no Afeganistão, a fim de que haja menos unidades de combate e o número de instrutores passe dos atuais 280 para 1.400.

"É uma oferta significativa", assegurou o ministro alemão a jornalistas.

O secretário-geral da Aliança Atlântica antecipou na segunda-feira passada que estão sendo buscadas 21 equipes de formação para o Exército afegão e outras 100 para a Polícia.

O objetivo é conseguir que até outubro de 2011 cerca de 300 mil soldados e policiais afegãos, de modo que a partir desse mesmo ano se possa começar a transferência de responsabilidades para Cabul nos distritos mais seguros do país.

A necessidade do Afeganistão seria de aproximadamente entre dois mil e 2.400, segundo apontaram várias fontes da aliança.

Os países que participam da Isaf anunciaram desde dezembro a contribuição de quase 40 mil novos soldados para as operações nesse país.

No entanto, ainda há uma carência grande de instrutores, sem os quais não se pode iniciar a estratégia para o conflito.

Por isso, Rasmussen afirmou que a aliança discute com alguns países como "reconfigurar as contribuições", ou seja, que substituam algumas de suas unidades de combate por grupos de instrução.

A Otan já programou o que chama de uma "conferência de geração de forças", para 23 de fevereiro em seu quartel-general na Bélgica, de modo que as novas contribuições sejam formalizadas.

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