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04/02/2010 - 17h39

Palin é destaque de convenção da direita conservadora nos EUA

Teresa Bouza.

Washington, 4 fev (EFE).- O movimento conhecido como 'Tea Party', por meio do qual os setores mais conservadores dos Estados Unidos buscam canalizar sua frustração em relação ao atual Governo democrata, inicia hoje sua primeira convenção com Sarah Palin como protagonista.

Com sede na cidade de Nashville (sudeste), o encontro terá seu ponto alto na noite do sábado, quando Palin, ex-governadora do Alasca e candidata republicana à Vice-Presidência dos EUA em 2008, se dirigirá aos presentes em um jantar que custará mais de US$ 300 por pessoa.

Palin e o 'Tea Party' se posicionaram mais à direita do Partido Republicano, imerso em uma busca de identidade após o baque eleitoral de 2008 e dividido entre conservadores e moderados, que recomendam mais flexibilidade em posturas sobre temas sociais como o aborto e o casamento gay para atrair um eleitorado mais amplo.

Essa queda-de-braço ficou evidente em novembro do ano passado durante uma apertada disputa em um remoto distrito eleitoral de Nova York.

A disputa em questão enfrentava a republicana moderada Dede Scozzafava com o advogado democrata Bill Owens e o conservador independente Doug Hoffman.

Scozzafava, uma defensora do direito ao aborto, contava com a bênção de influentes dirigentes republicanos como o próprio presidente do partido, Michael Steele, mas não com o sinal verde da ala dura republicana, que no final forçou sua saída da disputa.

Esse triunfo fez com que o 'Tea Party', que apoiou Hoffman, ganhasse peso no cenário político nacional.

Os observadores atribuem aos conservadores importância na recente vitória de Scott Brown nas eleições ao Senado pelo estado de Massachusetts, o que pôs fim a maioria absoluta dos democratas na Casa.

Com isso, a Associação de Governadores Democratas alertou nesta quarta-feira, às vésperas da reunião em Nashville, que o pouco estruturado movimento se transformou em uma força política "verdadeiramente perigosa".

"Eles não vão desaparecer. Demonstraram que podem arrecadar milhões em questão de horas", alertou Colleen Turrentine, diretora financeira da Associação de Governadores Democratas em uma mensagem a seus partidários, na qual alertou para a capacidade do grupo de ser evasivo em debates eleitorais.

Comentaristas políticos criticaram o movimento hoje ao apontar que o ressentimento parece ser o principal elemento comum de seus integrantes, alguns dos quais chegaram a comparar o presidente americano, Barack Obama, com o ex-ditador nazista Adolf Hitler.

Com o nome inspirado no motim de 1773 feito pelos colonos americanos que, fartos dos impostos do Governo britânico, jogaram cargas de chá no porto de Boston, o grupo nasceu como uma corrente espontânea baseada em uma rejeição visceral às políticas de Obama.

O 'Tea Party' ganhou visibilidade em abril do ano passado com a convocação de centenas de manifestações simultâneas em todo o país para protestar pelo elevado gasto público defendido pela Casa Branca para tirar os EUA da crise.

A partir daí, a corrente ganhou mais adeptos e sua natureza partidária ganhou força, situando-se à direita do Partido Republicano.

A expectativa é de que a convenção que começa hoje no Tennessee revele quais são seus planos de futuro em um ano eleitoral como este, no qual haverá eleições para 435 cadeiras da Câmara de Representantes, 34 do Senado e para governador em diversos estados.

A reunião de Nashville é polêmica não só pelo controvertido perfil dos presentes, mas por sua hierárquica estrutura e o alto preço para participar, mais de US$ 500.

A grande atração do evento, Sarah Palin, embolsará US$ 100 mil por seu discurso na noite do sábado.

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