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05/02/2010 - 17h25

Ministro colombiano explicará nos EUA sucessos de Plano Colômbia

Bogotá, 5 fev (EFE).- O ministro de Defesa colombiano, Gabriel Silva, confirmou hoje que iniciará amanhã uma visita de seis dias aos Estados Unidos para se reunir com 18 congressistas em Washington e mostrar os avanços em segurança e combate ao narcotráfico em seu país desde o início do Plano Colômbia, em 2000.

O funcionário afirmou em entrevista coletiva que, em sua visita aos EUA, também pretende apresentar sua experiência acumulada na luta contra o narcotráfico e o terrorismo nos países da região.

Ele afirmou que há basicamente duas mensagens que quer levar ao Congresso americano. A primeira é que "a Colômbia é o melhor aliado e o melhor parceiro da política externa americana para a América Latina".

A segunda mensagem que Silva quer levar aos EUA é que a Colômbia apresentou resultados que a tornam "um país definitivo na cooperação regional no combate ao narcotráfico, ao narcoterrorismo e à insegurança urbana".

O ministro acrescentou que o presidente americano, Barack Obama, e altos funcionários do Governo em Washington deixaram claro que apoiam a estratégia da Colômbia.

"Isso é muito importante porque há meses o povo não sabia se o Governo dos Estados Unidos estava ou não ao lado da Colômbia. Agora o Governo claramente manifestou que está com a Colômbia", disse.

Além disso, afirmou que insistirá na necessidade de impulsionar o Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre os dois países, porque sem esse acordo comercial será difícil sustentar o crescimento econômico que apoia a segurança.

Silva também apresentará aos congressistas os "enormes" resultados em matéria de proteção de direitos humanos.

"São contundentes. As organizações de direitos humanos reportaram que, por exemplo, no tema das execuções extrajudiciais a política que iniciamos no Governo produziu enormes e importantes resultados", ressaltou.

Sobre os anunciados cortes de gastos que envia Washington a Bogotá para o Plano Colômbia contra as drogas, Silva indicou que seu país de fato nunca "dependeu do financiamento americano. Com ou sem dinheiro dos EUA fizemos a tarefa e continuaremos fazendo".

"O que acontece é que os Estados Unidos reconhecem que, para a região e seus interesses, o que fazemos na Colômbia é útil", disse. O ministro explicou que a ajuda dos EUA não chega a 5% de tudo o que se investe em segurança e defesa na Colômbia.

"Para combater o narcotráfico, não precisamos de mais dinheiro, precisamos é de mais vontade e estamos encontrando nos Estados Unidos", afirmou.

O presidente Obama enviou nesta semana ao Congresso sua proposta orçamentária para o ano fiscal 2011, no qual há uma pequena redução na ajuda ao Plano Colômbia.

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