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05/02/2010 - 20h15

Palestinos consideram Ban Ki-moon crítico a Israel

Nações Unidas, 5 fev (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) considera que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é "crítico" a Israel em seu relatório sobre as investigações de possíveis crimes de guerra na Faixa de Gaza, disse hoje o representante da ANP perante a ONU, Riad Mansur.

Ban Ki-moon afirmou no documento entregue na quinta-feira à Assembleia Geral da ONU que não pode determinar se israelenses e palestinos realizaram investigações "críveis" sobre o conflito de um ano atrás, já que há processos ainda abertos em ambos os lados.

Para Mansur, a avaliação de Ban indica que o Governo israelense não conseguiu convencer que suas investigações sobre a conduta dos soldados israelenses são "críveis, independentes e de acordo com padrões internacionais", como pediu uma resolução da Assembleia Geral.

"Para mim, o secretário-geral é crítico e questiona o cumprimento israelense do que era requerido", afirmou em um encontro com a imprensa o representante palestino.

As autoridades israelenses são as que abriram há meses investigações e as que apresentaram a Ban um relatório mais extenso sobre suas atividades neste campo, observou.

"É uma crítica, talvez não muito explícita, ao lado israelense, porque são eles os que buscaram em dezenas de páginas, durante vários meses, convencer a comunidade internacional de que realizaram investigações independentes", acrescentou.

Mansur reconheceu que nas palavras de Ban poderia haver uma "insinuação de crítica" à ANP, que somente na última semana de janeiro criou uma comissão de investigação formada por cinco juízes.

Tanto Israel como a ANP entregaram no último dia 29 à ONU suas respostas à resolução da Assembleia Geral sobre o Relatório Goldstone, que averiguou os 22 dias da operação israelense "Chumbo Fundido" em Gaza.

O relatório apontava a possíveis crimes de guerra cometidos tanto por Israel quanto pelo Hamas e pedia que ambas as partes fizessem uma investigação independente dos fatos.

Cerca de 1,4 mil palestinos - em sua maioria civis e mais de um quinto deles crianças e adolescentes - e 13 israelenses morreram no conflito ocorrido em Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

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