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06/02/2010 - 07h48

Alemanha exige a Irã que passe das palavras aos fatos sobre programa nuclear

Munique (Alemanha), 6 fev (EFE).- O vice-chanceler da Alemanha e ministro de Exteriores do país, Guido Westerwelle, pediu hoje às autoridades do Irã que passem das palavras para os fatos no caso de seu polêmico programa nuclear, suspeito de ser destinado à produção de armas atômicas.

Durante a abertura do segundo dia da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, Westerwelle reconheceu que o Irã tem direito ao uso pacífico da energia atômica. No entanto, ele preconizou que "o rearmamento nuclear do Irã é inaceitável" e exigiu que Teerã "demonstre" suas intenções pacíficas no campo atômico.

Essa possibilidade representa um perigo desestabilizador, não só para a região, mas para todo o mundo, disse o titular de Exteriores perante os mais de 300 estadistas e especialistas em matéria de segurança reunidos em Munique. Westerwelle ressaltou que o "conflito com o Irã não é regional, mas global".

Além disso, ele lamentou que o Irã não tenha atendido até agora as exigências e ofertas das grandes potências e comentou: "embora nossa mão continue estendida, até agora só tocou o vazio".

Nesse sentido, Westerwelle mostrou-se decepcionado com as atitudes do ministro de Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, que durante sua estadia em Munique exigiu mais condições para a oferta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para enriquecer no exterior o urânio que necessita.

Após condenar uma possível proliferação de armas nucleares, o chefe da diplomacia alemã assinalou que "a redução dos arsenais atômicos é a outra cara da medalha".

Westerwelle elogiou a disposição dos Estados Unidos e da Rússia de reduzir seus arsenais de armas nucleares. No entanto, ressaltou que, quando se chega a ponto de negociar o fim último de eliminá-las do planeta, devem somar-se todos aqueles países que dispõem desse tipo de armamento de destruição em massa.

O vice-chanceler alemão lembrou que na Alemanha continuam estacionadas, "como relíquia da Guerra Fria", armas nucleares americanas, cuja retirada definitiva o país já pediu aos aliados norte-americanos.

Ele também ressaltou que os esforços em reduzir os arsenais de armas atômicas devem ser acompanhados de negociações para diminuir também os arsenais e as forças convencionais.

Além disso, comentou que a meta final da política de segurança e defesa comum na União Europeia deve levar à criação em um futuro previsível de um Exército europeu que permitirá economizar recursos com a união de forças.

Anteriormente, em mensagem de vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se dirigiu aos presentes para advertir que os desafios da humanidade no futuro não só são de caráter militar, mas também humanitário e climático.

Além disso, Ban pediu aos participantes que não esqueçam o 1 bilhão de pessoas que passam fome no mundo e lembrem que a mudança climática agravará a situação com um aumento das catástrofes naturais, da desnutrição e das pandemias.

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