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07/02/2010 - 02h12

Sarah Palin prevê um bom ano para conservadores nas eleições

Macarena Vidal.

Washington, 6 fev (EFE).- A ex-candidata à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, transformada na grande heroína dos grupos conservadores, previu na noite deste sábado que os candidatos desta ideologia terão "um grande ano" nas eleições legislativas de novembro.

Em uma iniciativa que na prática lhe consagra como líder dos eleitores conservadores americanos, Palin pronunciou neste sábado o discurso de encerramento da primeira convenção do movimento conhecido como "Tea Party", que reúne os setores mais à direita dos EUA.

Perante os cerca de 600 participantes da convenção, realizada em um hotel de Nashville (Tennessee), a ex-governadora do Alasca - considerada por muitos uma possível candidata presidencial nas eleições de 2012 - assegurou que as políticas do presidente Barack Obama durarão pouco.

Deu como exemplo a vitória, há duas semanas, do republicano Scott Brown nas eleições parciais de Massachusetts - que arrebatou dos democratas a maioria absoluta no Senado - e de candidatos desse partido nas eleições a governador em Nova Jersey e Virgínia para assegurar que os conservadores ganharão cadeiras nas legislativas.

"Se há esperança em Massachusetts - um dos estados mais progressistas do país -, há esperança em qualquer lugar", declarou a ex-candidata à vice-presidente, que arremeteu sistematicamente contra Obama e suas políticas econômicas e internacionais embora sem nomeá-los diretamente em nenhuma ocasião.

Assim, em um discurso que teve todas as características de campanha eleitoral, afirmou que "se trata do povo, e isso é uma coisa muito melhor do que um tipo carismático que lê o que uma máquina lhe dita", em referência ao costume de Obama de utilizar o teleprompter em seus discursos.

Em particular, a ex-candidata atacou a política de segurança nacional e assegurou: "Precisamos de um comandante-em-chefe de nossas tropas, não um professor de Direito que nos dê lições de um pódio".

A ex-governadora foi precedida pela brasileira Ana Puig, que apresentou uma conferência sobre "A correlação entre esta Administração e os Governos marxistas da América Latina".

Por seu discurso, Palin embolsou US$ 100 mil, um número que gerou críticas inclusive entre alguns de seus seguidores, que consideram que isso prejudica a imagem do movimento.

O convenção também gerou críticas nesse sentido, pois seus organizadores a administraram com fins lucrativos. As entradas para o banquete que precedeu o discurso de Palin custavam US$ 300 por pessoa.

Palin e o "Tea Party" se colocaram à direita do Partido Republicano, imerso em uma busca de identidade após o baque eleitoral de 2008 e dividido entre conservadores e moderados, que recomendam flexibilizar posturas em temas sociais como o aborto e os casamentos homossexuais para atrair um eleitorado mais amplo.

O grupo - que traz seu nome do motim promovido em 1773 pelos colonos americanos, fartos dos impostos do Governo britânico, quando atiraram ao mar cargas de chá no porto de Boston, em Massachusetts - nasceu como uma corrente espontânea baseada em uma rejeição visceral às receitas de Obama.

O "Tea Party" ganhou visibilidade em abril do ano passado com a convocação de centenas de manifestações simultâneas em todo o país para protestar contra o elevado gasto público no qual a Casa Branca apostou para tirar o país da crise.

A partir daí, a corrente captou mais adeptos e acentuou sua natureza partidária, situando-se à direita do Partido Republicano.

Agora procura promover candidatos conservadores nas eleições de novembro e para isso, desafiar nas primárias do partido republicano aspirantes que considerem centristas demais.

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