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08/02/2010 - 20h09

ONU vai construir refúgios resistentes a furacões no Haiti

Nações Unidas, 8 fev (EFE).- A ONU estuda a construção de refúgios resistentes aos furacões para 1 milhão de desabrigados pelo terremoto do Haiti que vivem em acampamentos improvisados vulneráveis às precipitações porque em breve começará a temporada de chuvas, anunciou hoje o organismo.

Com o início das chuvas torrenciais e a chegada da época dos furacões em junho, a população precisará de locais seguros para se abrigar, justificou a enviada especial adjunta da ONU para o Haiti, Kim Bolduc.

"A grande preocupação são as próximas chuvas e devemos construir algum tipo de albergue seguro e resistente aos furacões", disse em uma conferência via satélite a número dois da missão do organismo em Porto Príncipe (Minustah).

Bolduc ressaltou que esta alternativa é "a melhor solução, porém mais cara e demorada de realizar", já que é preciso de material e equipamentos pesados de construção.

Um obstáculo à proposta é a impossibilidade de utilizar a maior parte das instalações portuárias da capital, que foram abaladas pelo terremoto de 12 de janeiro.

O tremor de terra destruiu os suportes dos píers, por isso que não é possível amarrar navios e descarregar no porto, explicou.

"Trazer o material de avião é muito caro, mas é necessário", apontou.

Disse que o Governo haitiano pediu para colocar alguns destes albergues no centro de Porto Príncipe, para que sirvam de refúgio na temporada das chuvas.

Indicou que se optarem por locais fora da cidade para instalar os albergues, não teria para onde levar os sem-teto com as chuvas e os ciclones.

"Faltam dois meses, portanto não temos muito tempo", acrescentou.

Há duas semanas, o Governo haitiano pediu 200 mil barracas familiares para dar refúgio a 1 milhão de pessoas que vivem praticamente ao ar livre em acampamentos.

Até agora, 250 mil pessoas receberam algum tipo de material, como lonas plásticas, e só 10 mil barracas em todo o país, conforme a ONU.

Bolduc revelou na entrevista que nos últimos dias o cordão humanitário entre Porto Príncipe e Santo Domingo está prejudicado, pela deterioração da estrada no lado haitiano da fronteira por causa das chuvas.

As chuvas causaram alagamentos e o tráfego pesado de veículos agravou os danos causados pelo terremoto.

Engenheiros militares americanos e técnicos das Nações Unidas estudam abrir uma rota alternativa para os caminhões com ajuda humanitária que chegam a partir da República Dominicana.

Com relação à alimentação, Bolduc garantiu que 95% dos 2 milhões de pessoas que precisavam de assistência alimentícia receberam sacos de arroz.

Ressaltou, no entanto, que no médio prazo será necessário aumentar a assistência financeira ao setor agrícola para elevar a capacidade de produção do país.

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